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Chocante

Mulher revela que matou marido e escondeu corpo em freezer por medo: ‘Se você for, te mato!’

O julgamento de Cláudia Tavares Hoeckler, continua acontecendo em Capinzal, no Meio-Oeste catarinense
Redação
29/08/2025 | 17:20

O julgamento de Cláudia Tavares Hoeckler, acusada de assassinar o marido, Valdemir Hoeckler, de 52 anos, e escondeu corpo em freezer, foi suspenso na noite de quinta-feira (28), em Capinzal, no Meio-Oeste catarinense.

A sessão havia iniciado às 9h, na Câmara de Vereadores, mas precisou ser interrompida após a ré passar mal durante o interrogatório, segundo o Ministério Público. De acordo com o site NDMais, o atendimento foi feito pelo Corpo de Bombeiros. A expectativa é de que a sentença seja anunciada ainda nesta sexta.

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Mulher que matou e escondeu marido em freezer em SC relata agressões: ‘Se você for, eu te mato. Foto: Luan Turcati/NDTV Record/ND

Antes da interrupção, Cláudia iniciou seu interrogatório reconstituindo fatos que, segundo ela, antecederam o crime. A ré relatou que, nos 10 a 15 dias anteriores ao assassinato, viveu episódios de agressões verbais e físicas, além de ameaças de morte por parte do marido.

Ela contou que, após participar de uma confraternização do Dia do Professor, Valdemir reagiu com ciúmes e a seguiu até uma pizzaria, onde, segundo Cláudia, a vigiou à distância. Ao retornarem para casa, após uma discussão, ele teria lhe dado um tapa, o que resultou em um pequeno acidente de carro.

Nos dias seguintes, ainda conforme seu relato, as brigas continuaram. A acusada relatou que custeava sozinha despesas como gasolina e alimentação da família, enquanto o marido a obrigava a prestar contas de todos os gastos.

Um dos momentos mais tensos narrados pela ré envolveu a tentativa de viajar com colegas e filhos para uma pousada. Cláudia disse que, ao pedir autorização, foi novamente proibida pelo marido e agredida com tapas, chutes e empurrões contra móveis.

Durante a briga, segundo ela, Valdemir afirmou: “Se você for, eu mato você. Quer ir? Vai. Mas quando voltar eu mato você”. Cláudia declarou que já havia ouvido ameaças semelhantes em outras ocasiões, mas que elas se intensificaram nos últimos dias antes do crime.

Rotina de controle e isolamento

Cláudia também descreveu uma rotina doméstica rígida, em que se responsabilizava por preparar todas as refeições frescas e organizar roupas para o marido diariamente. Ela afirmou que, após um ano e meio de terapia, passou a compreender que a relação era marcada por abusos e controle.

A acusada ainda disse que se sentiu mais vulnerável após a morte do sogro, a quem considerava um protetor dentro da família e que, segundo ela, defendia seu trabalho e a repreendia das agressões sofridas.

Cláudia declarou que tomou a decisão de matar o marido por acreditar que não sobreviveria mais dias naquela situação. De acordo com seu relato, ela substituiu o conteúdo de cápsulas de remédio natural que o marido tomava por comprimidos de zolpidem, um medicamento de efeito sonífero.

Após ele adormecer, amarrou pés e mãos com corda, colocou um pano sobre o rosto dele e em seguida uma sacola plástica. Afirmou ter repetido gestos que, segundo ela, eram praticados pelo marido contra ela durante agressões: “Eu fiz o que ele fazia comigo, segurei o rosto dele, ele se debateu, mas não conseguiu me pegar”, disse.

Execução e choque
No depoimento, a ré relatou que utilizou cerca de 20 mg de zolpidem e que Valdemir não reagiu de forma efetiva devido ao efeito do remédio. Após constatar que ele não respirava mais, afirmou ter ficado sentada no chão, ao lado da cama, sem saber como agir.

Segundo Cláudia, o crime foi rápido e ela chegou a pensar que o marido tivesse sofrido um infarto. “Achei que uma mulher como eu não conseguiria matar um homem daquele tamanho”, declarou à juíza.

Segundo Cláudia, sua intenção inicial era conversar com a filha, esconder o corpo e depois se entregar à Polícia Militar. Hoje, no entanto, avalia que poderia ter deixado o marido na cama.

“Teria sido mais fácil se eu tivesse deixado ele lá. Eu não sei por que coloquei ele no freezer, até hoje me pergunto o porquê”, afirmou.

Ela relatou que tentou encontrar o pulso de Valdemir, mas não conseguia confirmar a morte. Negou que tivesse intenção de esconder o corpo para sempre ou de fugir.

Cláudia contou que retirou o corpo da cama com a ajuda de um lençol, cuidando para que a cabeça não batesse, e tentou colocá-lo no freezer sem sucesso. Após diversas tentativas, usou uma cadeira para impulsioná-lo até conseguir acomodá-lo dentro do equipamento.

“Não sou fria e calculista. Eu joguei o corpo e o lençol de forma rápida e fechei o freezer. Naquele momento parecia um pesadelo”, disse.

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