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Pandemia

Idosos representam quase 70% dos óbitos por Covid-19 no RN

Dado foi destacado na coletiva de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde Pública desta quarta-feira 30
Redação
30/09/2020 | 18:40

De acordo com o boletim epidemiológico mais recente da Covid-19 no Rio Grande do Norte, 69,6% dos óbitos pela doença ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais. O dado foi destacado na coletiva de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desta quarta-feira 30 e chama atenção para o cuidado com a saúde da pessoa idosa, que tem o dia 1º de outubro instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional do Idoso.

De acordo com o professor Kênio Costa Lima, do Instituto Envelhecer/UFRN, na maioria dos estados do Nordeste o índice de óbitos em idosos chega aos 70%, e no Maranhão a taxa é de quase 80%. “Precisamos refletir sobre a perda da autonomia e da independência que a população idosa está sofrendo com a pandemia. Temos que voltar as atenções para a manutenção da condição de saúde dos idosos e evitar o preconceito. Ninguém precisa morrer apenas por causa da idade”. O professor também destacou a importância da atenção primária em saúde no acompanhamento da população idosa, segundo ele “essencial para controlar as doenças crônicas, para que não haja agravamento dos casos, evitando óbitos”. 

Idosos representam quase 70% dos óbitos por Covid-19 no RN - Agora RN
Taxa de ocupação de leitos está em 41% - Foto: Reproução

Nesta quarta-feira 30, foram 69.433 casos confirmados para Covid-19, 36.318 suspeitos e 143.424 descartados. Até o momento foram registrados 2.393 óbitos, sendo três nas últimas 24 horas, outros 6 óbitos em semanas ou meses anteriores e um total de 319 óbitos ainda estão em investigação.

“Tivemos de ontem para hoje um acréscimo de 420 novos casos confirmados da doença, que podem se referir a dias ou até meses anteriores, mas precisamos avaliar. Essa elevação merece o nosso acompanhamento, atenção e cuidado. Por isso, nossas atitudes devem proteger também quem amamos, principalmente os idosos que tem maior vulnerabilidade frente à Covid. Temos que respeitar as regras e estarmos vigilantes na proteção e defesa da vida”, disse o secretário estadual de saúde, Cipriano Maia.

A taxa de ocupação de leitos está em 41%. Até o final da manhã desta quarta 30, 238 pessoas estavam internadas em leitos críticos e clínicos em unidades de saúde públicas e privadas do estado.

Por região de saúde, a ocupação de leitos está em 36% na região Metropolitana, 51% no Oeste, 40% no Alto Oeste, 45% na região do Seridó, Trairi/Potengi com 36%, Mato Grande com 50% e Agreste sem pacientes internados em leitos de UTI.

O índice R(t) – que determina o potencial de propagação do vírus – está em 0,78 para o RN como um todo. Entretanto, quase todas as regiões apresentam índice acima de 1, o que significa que cada pessoa infectada transmite a doença para pelo menos uma ou mais pessoas: Mato Grande (1,31), Trairi/Potengi (1,15), Região Metropolitana (1,07), Vale do Açu (1,02), Seridó (1,02) e Oeste (1,00). Os índices de transmissibilidade para as demais regiões são: Agreste (0,86) e Alto Oeste (0,92). Os dados são do Laboratório de Inovação Tecnológica (LAIS) da UFRN. 

RN + Saudável

Através de atividades integradas com municípios e instituições o Projeto RN + Saudável vem desenvolvendo durante a pandemia ações – como o “Feiras Livres sem Covid” – visando reforçar as medidas de biossegurança, promovendo ambientes seguros e sustentáveis.
 
A coordenadora de ações estratégicas e regionais da Sesap, Teresa Freire, informou que dentro do eixo 2, de Hábitos Saudáveis, o projeto RN + Saudável irá atuar durante o mês de outubro junto às populações de maior vulnerabilidade, como os idosos. Em parceria com a UFRN/Fapern será lançado um questionário para um diagnóstico da condição geral de saúde da população do RN.

O professor do departamento de artes da UFRN e colaborador do RN + Saudável, Leônidas Oliveira, explicou que na próxima quarta-feira (7) será feita uma estratégia de suplementação alimentar em instituições de longa permanência e também a aplicação do questionário. “Queremos escutar a população de maior vulnerabilidade e pensar projetos e estratégias que venham a mudar o panorama e melhorar o quadro de saúde da população