BUSCAR
BUSCAR
Operação Gravata

Líder de facção usava advogadas para transmitir ordens da prisão; operação prende cinco no RN

Ação da FICCO cumpriu mandados em Natal, Parnamirim, Macaíba e Nísia Floresta; veículo blindado, drogas, dinheiro e celulares foram apreendidos
Redação
28/07/2026 | 10:05

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN) deflagrou, na manhã desta terça-feira 28, a Operação Gravata para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Um dos principais alvos da investigação é o suposto uso de duas advogadas para transmitir ordens de uma liderança da facção que permanece presa.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal, Parnamirim, Macaíba e Nísia Floresta. As ordens judiciais foram expedidas pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Agentes da FICCO/RN durante a Operação Gravata, que cumpriu mandados contra investigados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte
Operação Gravata cumpriu mandados em quatro cidades do RN para desarticular organização criminosa Foto: PFRN

Segundo a FICCO, as investigações apontam que um dos líderes da organização criminosa continuava comandando as atividades do grupo mesmo estando custodiado no sistema prisional. As ordens, de acordo com a apuração, eram repassadas por intermédio de duas advogadas investigadas.

Em razão das suspeitas, a Justiça determinou medidas cautelares que proíbem as investigadas de realizar visitas a presos e de frequentar estabelecimentos prisionais. Até o momento, não houve divulgação sobre eventual indiciamento ou denúncia contra elas.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam aparelhos celulares, drogas, dinheiro em espécie e um veículo blindado. Em uma das diligências, uma das investigadas tentou esconder o próprio celular dentro de uma máquina de lavar roupas, segundo informou a força-tarefa.

A operação é resultado de uma investigação que busca identificar toda a estrutura da organização criminosa, incluindo a atuação de pessoas responsáveis por manter a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.

A FICCO/RN é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Polícia Penal do Rio Grande do Norte e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o funcionamento do grupo criminoso.