BUSCAR
BUSCAR
Política

Assembleia aprova diretrizes do orçamento de 2027, com limite de remanejamento de 15%

Agora, texto segue para sanção da governadora Fátima Bezerra
Redação
16/07/2026 | 05:05

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, nesta quarta-feira 15, por unanimidade, o Projeto de Lei nº 247/2026, que trata das diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027. O texto segue agora para sanção da governadora Fátima Bezerra (PT).

Durante a análise, os deputados aprovaram uma emenda que reduziu de 20% para 15% a margem de remanejamento do orçamento do Poder Executivo. Esse será o limite autorizado para que o governador transfira recursos entre áreas da gestão por meio de decreto, sem necessidade de enviar um novo projeto de lei para cada alteração.

Plenário da AL foto João Gilberto ALRN
Assembleia aprova diretrizes do orçamento de 2027, com limite de remanejamento de 15% - Foto: João Gilberto/ALRN

Para 2027, o Governo do Estado projeta uma receita total de R$ 22,7 bilhões, desconsideradas as fontes do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Desse montante, R$ 22,2 bilhões correspondem às receitas primárias, sendo R$ 21,9 bilhões provenientes de receitas correntes e R$ 386 milhões de receitas de capital.

Entre as receitas correntes, a maior fonte continua sendo as transferências correntes, estimadas em R$ 11,4 bilhões, seguidas pela arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria, prevista em R$ 9,6 bilhões, além de R$ 786,4 milhões em outras receitas primárias correntes.

Separadamente, conforme determina a metodologia dos demonstrativos fiscais, o projeto estima em R$ 3,7 bilhões a receita do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) em 2027. Esses recursos são contabilizados de forma separada das receitas do Tesouro Estadual e não integram o cálculo do resultado primário sem RPPS, sendo considerados apenas na apuração consolidada das contas públicas. A proposta também projeta uma Receita Corrente Líquida (RCL) de R$ 21,7 bilhões para o próximo exercício.

O relatório apontou que a meta de superávit de R$ 549,3 milhões é possível, mas depende de uma reversão fiscal superior a R$ 2 bilhões em apenas um exercício, da contenção das despesas de custeio, da continuidade da absorção do déficit previdenciário e da não ocorrência de riscos fiscais que não foram detalhados nos anexos do projeto.

Outro grupo de mudanças amplia os mecanismos de transparência e fiscalização das contas públicas. Emendas aprovadas determinam a divulgação antecipada dos relatórios fiscais que subsidiam as audiências públicas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, garantem acesso direto dos órgãos de controle ao Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (Sigef-RN), observadas as normas de proteção de dados, e obrigam a publicação, no Portal da Transparência, de todas as etapas da execução das emendas parlamentares, desde a programação até o pagamento.