Puxada por atividades como coleta de resíduos, hotelaria e telemarketing, a receita do setor de Serviços do Rio Grande do Norte cresceu 1,8% no acumulado de janeiro a maio de 2026, praticamente em linha com a média nacional, que avançou 1,9% no mesmo período. O resultado coloca o Estado com o 4º melhor desempenho do Nordeste, atrás de Alagoas (+5,8%), Paraíba (+2,9%) e Sergipe (+2,6%). Além disso, teve o 10º maior crescimento do País. A análise é do Instituto Fecomércio RN (IFC), com base na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, nesta quarta-feira 15.
Outro segmento que se destaca é o de “facilities”, que reúne serviços terceirizados de apoio às empresas, como limpeza, conservação, manutenção e suporte operacional. Para o IFC, o desempenho mostra que a economia de serviços potiguar segue sustentada por áreas ligadas tanto à atividade empresarial quanto ao consumo das famílias e ao fluxo turístico.

O resultado acumulado ganha ainda mais relevância porque ocorre sobre uma base elevada de comparação. Nos primeiros meses de 2025, a receita do setor já havia registrado crescimento de 6,4%. Ou seja, o RN segue avançando sobre um período que também havia sido positivo.
No recorte mensal, entretanto, a receita real dos Serviços potiguares recuou 0,9% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A queda foi influenciada principalmente pelo transporte aéreo de passageiros e pelo transporte rodoviário de cargas, atividades mais sensíveis à alta dos combustíveis.
No caso do transporte aéreo, a retração na receita real está associada ao aumento no preço das passagens, pressionado pelo querosene de aviação. Apesar disso, o movimento de passageiros no Aeroporto Internacional de Natal cresceu 22,6% em maio, na comparação com o mesmo período de 2025.
Mesmo com o recuo mensal, o desempenho do RN ficou entre os menos negativos do país. O estado teve a segunda menor queda nacional e a menor retração do Nordeste, em um mês no qual apenas 12, das 27 unidades da Federação, registraram crescimento no setor de Serviços.
Turismo supera média nacional
O turismo potiguar também apresentou resultado positivo no acumulado de janeiro a maio. A receita das atividades turísticas no Rio Grande do Norte cresceu 0,7% no período, enquanto a média brasileira registrou leve queda de 0,1%. Com isso, o estado alcançou o 2º maior crescimento do Nordeste, atrás apenas da Bahia, e o 5º melhor desempenho do Brasil entre as unidades da Federação pesquisadas pelo IBGE.
A alta acumulada foi impulsionada por segmentos diretamente ligados à permanência e ao consumo dos visitantes no estado, como hotelaria, restaurantes e agências de viagens. O resultado reforça a importância do turismo como vetor de dinamismo para a economia potiguar, especialmente por sua capacidade de movimentar diferentes cadeias de serviços.
Em maio, a receita do Turismo no RN recuou 0,4% frente ao mesmo mês do ano anterior, no terceiro mês consecutivo de queda. Ainda assim, o resultado foi melhor que o da média nacional, que caiu 1,6%, e representou a menor retração do país entre os estados pesquisados.
A queda mensal foi puxada por transporte aéreo de passageiros, catering, artes cênicas e agências de viagens. Por outro lado, hotelaria, restaurantes e locação de automóveis cresceram no mês, sinalizando que a atividade turística local preserva pontos de força mesmo em um cenário de custos mais pressionados.
Para o IFC, os números indicam um comportamento misto, mas ainda favorável no acumulado do ano. Enquanto maio refletiu os impactos da alta dos combustíveis sobre transportes e atividades relacionadas, os resultados de janeiro a maio mostram que os Serviços e o Turismo seguem em trajetória positiva no Rio Grande do Norte.