A Polícia Civil do Paraná investiga se o homem preso por chutar a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado, também agrediu o enteado, de 5 anos, semanas antes. A prisão preventiva foi cumprida nesta quinta-feira 9, após a repercussão das imagens da agressão contra a menina, registradas por câmeras de segurança. O caso segue sob investigação.
Durante as apurações, os investigadores identificaram indícios de que o menino, enteado do suspeito, também teria sido vítima de violência. Segundo a Polícia Civil, há suspeitas de que ele tenha sofrido ferimentos no rosto provocados por um cinto ou por um pedaço de madeira. Esses elementos foram incluídos no pedido de prisão preventiva encaminhado à Justiça.

“Há indícios de que aquela agressão não foi a única, e também não só contra a menina. O outro menino, que seria enteado dele, também já teria sofrido algumas agressões pretéritas. Todo esse contexto foi levado ao conhecimento do Ministério Público, do Poder Judiciário e formalmente houve a expedição do mandado de prisão”, afirmou o delegado Ricardo Moraes, em entrevista coletiva.
A agressão contra a menina ocorreu no último domingo (5), em via pública. O enteado de 5 anos também estava no local no momento em que a criança foi chutada pelo padrasto.
Após tomar conhecimento do caso, a Polícia Civil solicitou medidas protetivas em favor da mãe e das duas crianças. O investigado responderá por lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.
Em depoimento, o homem afirmou que a agressão foi motivada pelo choro da filha, mas disse não se lembrar completamente do ocorrido. Segundo o delegado Anderson Andrei Grosso, diversas testemunhas foram ouvidas durante a investigação.
“Foram ouvidas diversas pessoas e ontem, com o conjunto probatório colhido, com declarações, inclusive, de elementos indicando lesões causadas na outra criança em momento anterior”, declarou o delegado.
Ainda de acordo com a polícia, o suspeito contou que voltava do mercado com as crianças quando a menina começou a “chorar e berrar” na rua. Ao assistir às imagens registradas pelas câmeras de segurança na delegacia, ele reconheceu ser o homem que aparece no vídeo ao lado das crianças.
“O pai foi identificado, foi até a delegacia e foi ouvido. Disse que a criança estava chorando e berrando na rua e acabou tendo aquela atitude, mas que nem se recordava. Porém, assistindo ao vídeo, confirmou ser ele”, afirmou Anderson Andrei Grosso.