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Saúde

Servidores da saúde do RN fazem paralisação de 24 horas nesta quinta-feira

Sindsaúde/RN afirma que mobilização cobra avanços na Campanha Salarial 2026 e reúne trabalhadores em frente à Governadoria, em Natal
Por O Correio de Hoje
09/07/2026 | 14:52

Os servidores da saúde estadual do Rio Grande do Norte realizam uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira 9, com mobilização em frente à Governadoria, em Natal. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), que afirma cobrar avanços nas negociações da Campanha Salarial 2026. Segundo a entidade, conforme a Lei nº 7.783/89, a paralisação deve impactar diretamente os serviços de saúde do Estado.

Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria estão a regularização da oferta de alimentação destinada aos trabalhadores e acompanhantes nas unidades estaduais de saúde, a convocação imediata dos aprovados no Concurso da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) 2025, a ampliação da carga horária de 30 para 40 horas, o pagamento do adicional de insalubridade, a implantação da produtividade e melhores condições de trabalho.

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Servidores da saúde estadual realizam uma paralisação de 24 horas com mobilização em frente à Governadoria - Foto: Divulgação

De acordo com o sindicato, a mobilização também incorpora a pauta de outras categorias de servidores estaduais que ingressaram no serviço público antes da promulgação da Constituição Federal de 1988. A entidade afirma que busca defender os direitos funcionais desses trabalhadores diante de discussões envolvendo sua situação funcional.

O Sindsaúde/RN também afirma que tem denunciado, em seus canais oficiais, o que considera um agravamento da precarização da rede estadual de saúde. Segundo o sindicato, essa situação compromete tanto as condições de trabalho dos profissionais quanto o atendimento prestado à população.

Ainda conforme a entidade, a recorrente falta de alimentação para trabalhadores e acompanhantes em hospitais estaduais integra esse cenário. O sindicato afirma que esse problema representa “apenas um recorte das consequências do sucateamento do serviço público, e da falta de respeito e prioridade por parte do Governo de Fátima Bezerra (PT) para com os trabalhadores da saúde estadual”.

Durante a paralisação, o sindicato também reforça a defesa dos servidores admitidos antes da Constituição Federal de 1988. Para a entidade, “o debate conduzido pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), que atribui aos gastos com pessoal parte da crise fiscal do Estado, penaliza injustamente trabalhadores que dedicaram décadas ao serviço público”.

O Sindsaúde/RN também sustenta que “problemas como a elevada dívida ativa, a renúncia fiscal concedida ao grande empresariado, o avanço das terceirizações e os privilégios mantidos nas cúpulas dos poderes públicos são desconsiderados quando se discute o equilíbrio das contas estaduais, enquanto direitos históricos dos servidores são colocados em risco”.

Segundo a entidade, a concentração da mobilização reúne servidores ativos, aposentados e demais trabalhadores da saúde, além de representantes de outras categorias do funcionalismo estadual.