A escolha de Bruno Guimarães para cobrar o pênalti do Brasil na derrota por 2 a 1 para a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, foi definida com base em um levantamento estatístico realizado pela comissão técnica da Seleção. Após a eliminação, neste domingo (5), o técnico Carlo Ancelotti explicou que a ordem dos cobradores foi estabelecida a partir do desempenho dos jogadores nas cobranças ao longo do último ano, o que deixou Vinícius Júnior fora dos cinco primeiros nomes.
Segundo Ancelotti, Raphinha era o principal cobrador da Seleção, mas estava no banco de reservas no momento da penalidade. Neymar aparecia em seguida na lista, seguido por Igor Thiago, que também não estavam em campo. Com isso, Bruno Guimarães tornou-se a primeira opção disponível entre os titulares.

“Porque fizemos uma estatística de um ano dos jogadores rivais e também do nosso elenco. O melhor na Seleção era o Raphinha, e obviamente quem não estava naquele momento no campo, o melhor era o Neymar, depois Igor Thiago, e depois Bruno Guimarães. Depois de Bruno Guimarães, era Martinelli”, explicou Ancelotti.
O treinador afirmou que a comissão técnica optou pelo volante por ser o jogador mais bem colocado entre os atletas que permaneciam em campo no momento da cobrança.
“Escolhemos Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor entre os que estavam em campo”, completou.
Davide Ancelotti, auxiliar técnico e filho de Carlo Ancelotti, afirmou que a definição dos cobradores ocorreu antes da partida, durante a preleção com os jogadores, e seguiu um planejamento previamente estabelecido.
“É uma decisão pré-definida como em todos os jogos, sempre decidimos na preleção e avisamos aos jogadores quem bate o pênalti. É uma decisão da comissão (Bruno Guimarães bater), depois os pênaltis se erram, acontece no futebol e hoje aconteceu”, declarou.
A derrota por 2 a 1 para a Noruega eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe europeia avançou com dois gols de Erling Haaland e enfrentará a Inglaterra nas quartas de final. Já a Seleção Brasileira ampliou o período sem conquistar o Mundial. O último título foi em 2002 e, caso não vença a edição de 2030, chegará a 28 anos de jejum.