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Política

Eduardo Bolsonaro sugere rompimento entre PL e Novo

Deputado cassado reagiu a declarações do pré-candidato do Novo sobre a relação do senador com Daniel Vorcaro e pediu o fim das alianças entre os partidos
Por O Correio de Hoje
15/06/2026 | 16:04

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu, no último sábado 13, o rompimento das alianças entre o PL e o Novo após novas declarações do pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, preso no caso envolvendo o Banco Master.

A manifestação ocorreu nas redes sociais, em resposta a um vídeo com declarações de Zema. Atualmente, PL e Novo mantêm alianças políticas em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Goiás.

Eduardo Bolsonaro foto Bruno Spada Câmara dos Deputados
Ex-deputado Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos - Foto: Bruno Spada / Câmara

“Que postura vagabunda, critica Flávio Bolsonaro apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o partido Novo”, escreveu Eduardo Bolsonaro na plataforma X.

A reação ocorreu após entrevista concedida por Zema ao site Brasil Paralelo, publicada na sexta-feira 12. Na conversa, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que mantém as críticas feitas anteriormente ao senador Flávio Bolsonaro, após a divulgação de conversas em que o pré-candidato do PL solicitava recursos a Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido da história do Brasil? É difícil aplaudir quem esteve, quem conviveu com uma pessoa como ele. (…) Eu fiquei indignado, expressei minha indignação e não mudo em nada. Pra mim quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, declarou Zema.

Durante a entrevista, o pré-candidato do Novo também foi questionado sobre a doação de R$ 1 milhão feita pela família Vorcaro ao diretório mineiro do partido nas eleições de 2022, quando foi reeleito governador. Segundo dados da prestação de contas do Novo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o valor foi repassado por Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.

Zema afirmou que a contribuição ocorreu antes do surgimento de suspeitas envolvendo o empresário e negou qualquer tipo de contrapartida.

“Essa doação aconteceu em 2022, foi para o partido Novo, num momento em que não havia nenhuma suspeita. Pelo que eu tenho conhecimento, ele doou valores muito mais altos para outros partidos. Devido ao partido Novo ser pequeno, ele doou só R$ 1 milhão. Deveria ter doado mais, já que é o partido mais sério do Brasil”, afirmou.

Antes da divulgação dos áudios relacionados ao filme Dark Horse, em maio, Romeu Zema era apontado por aliados de Flávio Bolsonaro como um possível candidato a vice na chapa presidencial do PL.

Mesmo após o início da crise, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado (PSD) participaram juntos, no dia 2 de junho, de uma feira do agronegócio, ocasião em que anunciaram uma articulação entre lideranças da direita para enfrentar a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As críticas ao Novo já haviam sido feitas anteriormente por outro integrante da família Bolsonaro. No fim de maio, o pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) também atacou Zema nas redes sociais e sugeriu um rompimento político com o partido.

“Estou para conhecer sujeito mais baixo que esse! Tentamos e na primeira oportunidade vem mais uma facada! (…) Analisem e tirem vocês suas conclusões! Tudo tem muita permissão e casca de palmeira! Este sujeito está cada dia fazendo a chance de seu partido se desintegrar de forma brutal”, escreveu Carlos Bolsonaro no X.