O Corinthians deu mais um passo em direção às oitavas de final da Libertadores ao empatar por 1 a 1 com o Independiente Santa Fe, na noite da última quarta-feira 6, no estádio El Campín, em Bogotá. Embora o resultado tenha sido oficialmente um empate, o gol marcado por Gustavo Henrique nos acréscimos do segundo tempo teve peso de vitória para a equipe comandada por Fernando Diniz, que chegou aos dez pontos no Grupo E e manteve a invencibilidade na competição continental.
A equipe paulista encontrou dificuldades principalmente no início da etapa final, quando sofreu pressão dos colombianos e viu Rodallega abrir o placar após aparecer livre às costas da marcação de Gabriel Paulista. O cenário adverso, porém, não alterou a postura adotada pelo treinador corintiano, que utilizou a parada para hidratação no segundo tempo para orientar a equipe a avançar a marcação e pressionar a saída de bola adversária.
A partir das entradas de Dieguinho, Pedro Raul e Kaio César, o Corinthians passou a atuar de forma mais agressiva no campo ofensivo. O time aumentou a circulação de bola pelas laterais e transformou a reta final da partida em um ataque contínuo contra a defesa colombiana. Antes do empate, a equipe ainda acertou a trave em uma das tentativas de pressão no fim do jogo.
O gol da igualdade saiu nos acréscimos. Atuando praticamente como atacante naquele momento da partida, Gustavo Henrique aproveitou cruzamento preciso de Matheuzinho e cabeceou no ângulo, sem chances de defesa. O empate consolidou a reação corintiana e reforçou o ambiente de confiança construído pela equipe na atual campanha continental.
Além do resultado fora de casa, o Corinthians também depende de uma combinação favorável para assegurar matematicamente a vaga com antecedência. Caso o Peñarol não vença o Platense, na Argentina, nesta quinta-feira, o clube paulista garantirá classificação ao mata-mata com duas rodadas ainda por disputar.
Após a partida, Fernando Diniz afirmou que a atuação dos jogadores representou “o que é ser Corinthians”. O empate conquistado em cenário adverso reforçou a percepção interna de crescimento competitivo da equipe na Libertadores, especialmente pela capacidade de reação demonstrada em jogos fora de casa e pela manutenção da intensidade mesmo sob pressão.