O Athletico Paranaense tem adotado postura firme diante do assédio por Kevin Viveros e sinalizou internamente que não pretende negociar o atacante no curto prazo, apesar do volume de propostas recebidas. Em reunião do conselho deliberativo, o presidente Mario Celso Petraglia indicou que os valores apresentados por clubes do Brasil e do exterior já atingiram patamar elevado, mas não foram suficientes para alterar o planejamento esportivo.
O interesse pelo jogador colombiano, que completa 26 anos nesta semana, se intensificou após a sequência de boas atuações desde sua chegada ao clube, em 2025. Entre equipes da Série A, Flamengo e Corinthians foram apontados como interessados, embora o clube paulista tenha negado qualquer sondagem. Nos bastidores, a avaliação é de que todos os clubes com capacidade de investimento já buscaram informações sobre o atleta.

As cifras envolvidas reforçam o protagonismo de Viveros no mercado. Propostas recentes teriam superado US$ 18 milhões (cerca de R$ 89,5 milhões), valor significativamente acima do investimento inicial feito pelo Athletico, que desembolsou US$ 5 milhões por 70% dos direitos econômicos do jogador, então vindo do Atlético Nacional. O atacante foi, à época, a contratação mais cara da história para a Série B do Campeonato Brasileiro.
O desempenho esportivo sustenta a valorização. Em 2025, Viveros marcou dez gols e teve papel relevante na campanha de acesso do clube à elite nacional. Na atual temporada, já soma sete gols em 14 partidas, sendo seis no Campeonato Brasileiro e um no Estadual, consolidando-se como uma das principais referências ofensivas da equipe.
Diante do cenário, o Athletico avalia a possibilidade de renovar o contrato do atacante, atualmente válido até junho de 2028, com ajuste salarial e valorização de mercado. A estratégia busca proteger o ativo e manter a base do elenco em um momento de reconstrução esportiva, ao mesmo tempo em que preserva margem para negociações futuras em condições consideradas mais favoráveis.