O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira 13, que forças norte-americanas irão destruir qualquer embarcação iraniana que se aproxime do bloqueio imposto por Washington no Estreito de Ormuz. A declaração eleva o nível de tensão com o Irã em uma das regiões mais sensíveis para o comércio global de petróleo.
O bloqueio, anunciado previamente pelo governo norte-americano, entrou em vigor às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira e se aplica a qualquer navio que transite pelo estreito com origem ou destino a portos iranianos. A medida foi confirmada pelas Forças Armadas dos EUA e acompanhada por alertas da agência marítima do governo do Reino Unido (UKMTO) às embarcações que operam na região.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que aplicará contra navios iranianos o “mesmo sistema de eliminação” utilizado em operações no Caribe voltadas ao combate ao tráfico de drogas. “Se algum desses navios se aproximar do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado. É rápido e brutal”, escreveu o presidente.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, conectando produtores do Golfo Pérsico a mercados internacionais. Qualquer restrição ao tráfego na região tende a gerar impactos diretos sobre os preços de energia e sobre a estabilidade dos fluxos comerciais globais.
Do lado iraniano, o governo classificou a ação dos Estados Unidos como “ilegal” e um exemplo de pirataria. O regime já vinha restringindo o trânsito na região há mais de um mês, o que intensificou o impasse entre os dois países.
Na mesma declaração, Trump afirmou que forças norte-americanas teriam eliminado 158 embarcações militares iranianas, acrescentando que a capacidade naval do país estaria significativamente comprometida. A afirmação não foi detalhada por fontes independentes.
A escalada ocorre em um contexto de tensões geopolíticas ampliadas, com reflexos potenciais sobre o comércio internacional e os mercados financeiros. O endurecimento das ações no Estreito de Ormuz adiciona um novo elemento de incerteza à economia global, especialmente no setor de energia, em meio a disputas estratégicas entre grandes potências.