O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pediu desculpas ao ex-governador de Goiás e pré-candidato do partido à Presidência da República, Ronaldo Caiado, por não tê-lo parabenizado após a escolha de seu nome para disputar o Palácio do Planalto.
Os dois se reuniram na tarde desta quinta-feira 9, em Porto Alegre, na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Foi o primeiro encontro entre ambos desde o anúncio oficial do PSD, ocorrido na semana passada.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, Leite reconheceu a falha protocolar. “Estive hoje com o governador Caiado e aproveitei para, antes de mais nada, me desculpar pela indelicadeza não intencional de não tê-lo parabenizado pela indicação como pré-candidato do PSD”, afirmou.
Durante a reunião, o governador gaúcho entregou uma carta a Caiado na qual destacou a intenção de concentrar esforços nas convergências políticas entre ambos. No documento, no entanto, apontou divergências, especialmente em relação à proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Compreendo que há, por parte do governador Caiado, a verdadeira intenção de buscar a pacificação do País ao tratar da questão envolvendo os atos de 8 de Janeiro. Esse é um objetivo que todos nós devemos compartilhar”, escreveu Leite.
Ele ponderou, contudo, que a medida não seria adequada para promover a reconciliação nacional. “Mas, sinceramente, não me parece que a pacificação nacional será alcançada com a inauguração de um governo tendo como um de seus primeiros atos a concessão de anistia ampla aos envolvidos nesses episódios. Uma medida dessa natureza, logo no início, tende a interromper o diálogo com uma parcela significativa da população, que não se sente representada por esse caminho.”