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Política

Dino anula punição do CNJ e diz que aposentadoria compulsória não pode mais ser aplicada a juízes

Ministro do STF determina revisão de caso no CNJ e defende mudança no sistema disciplinar da magistratura após reforma da Previdência
Redação
16/03/2026 | 12:14

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu anular uma punição aplicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que havia determinado a aposentadoria compulsória de um magistrado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Na decisão, tomada na manhã desta segunda-feira 16, o ministro afirmou que esse tipo de sanção deixou de ter fundamento constitucional após a reforma da Previdência aprovada em 2019.

flavio dino
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a aposentadoria compulsória deixou de ter base constitucional como punição disciplinar para magistrados após a reforma da Previdência de 2019 Foto: Luiz Silveira/STF

Dino determinou que o caso seja reavaliado pelo CNJ e destacou que a penalidade aplicada ao juiz não encontra mais respaldo jurídico depois da promulgação da Emenda Constitucional nº 103, responsável por alterar o sistema previdenciário brasileiro.

Para o ministro, a aposentadoria compulsória não pode mais ser utilizada como punição disciplinar para magistrados. Segundo ele, em situações de irregularidades graves, a medida adequada deve ser a perda do cargo.

O entendimento, de acordo com Dino, deve servir como referência para casos semelhantes. Ele também sugeriu que o presidente do CNJ, o ministro Edson Fachin, avalie a necessidade de revisar o atual sistema de responsabilização disciplinar no Judiciário.

A proposta, segundo o magistrado, é que, diante da extinção da aposentadoria compulsória como penalidade após a reforma da Previdência, sejam adotados mecanismos mais eficazes que permitam a perda do cargo de juízes envolvidos em crimes ou infrações graves.