Com covid-19, ministro da Saúde segue internado em Brasília

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, segue internado pelo menos até domingo 1º no hospital DF Star, em Brasília, onde se submeteu a uma avaliação clínica. Ele apresentou um quadro de desidratação. 

“Não houve necessidade de medidas de suporte como suplementação de oxigênio. Informamos, ainda, que o ministro encontra-se bem, estável, internado em apartamento e permanecerá no hospital até amanhã, para nova avaliação”, diz a nota assinada pelos médicos Ludhmila Hajar e Pedro Loretti.

No dia 21 de outubro o ministro da Saúde foi diagnosticado com covid-19 e recebeu, no dia seguinte, a visita do presidente Jair Bolsonaro. Desde que testou positivo para o novo coronavírus, o ministro da Saúde permaneceu no hotel que mora em Brasília, sem compromissos oficiais.

Além de Pazuello, foram infectados os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Milton Ribeiro (Educação), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Braga Netto (Casa Civil), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Fabio Faria (Comunicações). O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também já tiveram a doença. Todos se recuperaram bem.

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Para 46%, gestão de Bolsonaro em combate ao desmatamento na Amazônia é ruim ou péssima

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem a pior avaliação dentre os entes responsáveis pelo combate ao desmatamento da Amazônia, como governos estaduais, o Ibama e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Para 46% dos brasileiros, o trabalho de Bolsonaro para impedir a derrubada da floresta é considerado ruim ou péssimo. Os governos estaduais são avaliados de forma negativa nesse quesito por 42% da população; Salles e o vice-presidente Hamilton Mourão, por 38%; o Ibama e a Funai, por 20%, e o Exército, por 19%. Outros 27% avaliam a atuação de Bolsonaro como ótima ou boa, 25%, como regular e 2% não souberam responder.

Os resultados são de pesquisa Datafolha contratada pela ONG Greenpeace Brasil. Foram entrevistadas por telefone 1.524 pessoas acima de 16 anos, em todas as regiões, de 6 a 18 de agosto, e a margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa mostra ainda que a maioria (87%) dos brasileiros considera muito importante preservar a Amazônia, e 93% afirmam ser possível ganhar dinheiro protegendo a floresta e incentivando atividades sem desmatamento.

Os entrevistados têm uma percepção condizente com a realidade quando o assunto é aumento da mata derrubada: 73% avaliam que o desmatamento sobe em 2020.

O desmatamento na região avança e deve ser pior em 2020 do que no primeiro ano sob Bolsonaro, quando já saltara. Foram 14 meses seguidos de aumento até julho, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Com dados somente até o dia 16 de outubro, o desmatamento já superou os números do mesmo mês inteiro de 2019 e pode atingir valor recorde.

Desde a época em que era candidato à Presidência, em 2018, Bolsonaro tem feito acenos ao agronegócio, recebido apoio da bancada ruralista e criticado a fiscalização do Ibama. Também já repetiu muitas vezes que o país tem um excesso de unidades de conservação e de terras indígenas.

“O governo tem uma visão atrasada de desenvolvimento”, afirma Cristiane Mazzetti, porta-voz do Greenpeace. “A avaliação de Bolsonaro é muito ruim e, ao mesmo tempo, ele é um ator ao qual as pessoas atribuem grande responsabilidade para combater o desmatamento. Temos uma responsabilidade que não tem sido bem executada.”

“O presidente é uma liderança. O que ele fala tem impacto grande. E o interessante é que a população está questionando esse tipo de discurso para a Amazônia”, afirma Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima, rede com mais de 50 ONGs, e ex-presidente do Ibama.

Ao mesmo tempo em que o trabalho de Bolsonaro tem a pior avaliação da pesquisa, povos indígenas, ONGs ambientais, o Exército e Ibama/Funai são positivamente classificados pelos entrevistados no combate ao desmatamento.

Os povos indígenas lideram —49% da população considera que eles fazem um bom ou ótimo trabalho para manter a floresta em pé. De fato, as terras indígenas apresentam taxas mais baixas de desmate.

Para 40% da população, o Exército também faz um trabalho bom ou ótimo. Na prática, porém, o trabalho das Forças Armadas não tem se refletido em diminuição de atos ilícitos. Os militares estão na Amazônia desde maio e, mesmo assim, queimadas e desmatamento ilegais continuam com números elevados. “Fiscalização ambiental é um trabalho especializado”, diz Araújo sobre os resultados.

O Ibama e a Funai, o ministro do Meio Ambiente e o presidente têm a maior responsabilidade no combate ao desmatamento, segundo a pesquisa Datafolha: são considerados muito responsáveis por 77%, 75% e 72% da população brasileira, respectivamente. Mas, se o trabalho de Bolsonaro é mal avaliado, 37% dos entrevistados consideram a atuação de Ibama e Funai boa ou ótima, e 41%, regular.

Para Araújo, apesar das críticas do presidente ao Ibama, está consolidada no ideário nacional a percepção de que quem cuida da Amazônia é o órgão. “Criou-se uma marca de fiscalização forte e rigorosa.”

Para 89% dos entrevistados madeireiros causam muito desmatamento; em seguida, vêm garimpeiros e grandes fazendeiros e criadores de gado. Não há dúvidas de que as ações dos dois primeiros também impactam a floresta, mas pesquisas apontam que o agronegócio é o principal ator envolvido no desmatamento da Amazônia hoje.

Por fim, um dado chama a atenção: questionados sobre fontes de informação confiáveis em relação à Amazônia, 33% dos brasileiros afirmam confiar mais em cientistas, mas 18% dizem ter mais confiança em autoridades do governo Bolsonaro, mesma porcentagem que cita a imprensa.

Autoridades do governo e o próprio presidente têm distorcido dados científicos e desmerecido entidades de pesquisa nacional, como o Inpe. “De toda forma”, diz Araújo, “a importância que a população dá à Amazônia pode ser útil na reformulação de posicionamento de governantes”.

Obama discursa ao lado de biden em michigan: ‘É a eleição mais importante de nossas vidas’

Obama discursa ao lado de Biden em Michigan: ‘É a eleição mais importante de nossas vidas’

A três dias da eleição presidencial americana, Barack Obama discursou ao lado do candidato democrata Joe Biden em um comício drive-in neste sábado, 31, na cidade de Flint, em Michigan. Durante sua fala, o ex-presidente dos EUA afirmou que o pleito de terça-feira, dia 3, será “o mais importante” da vida dos cidadãos americanos.

“Na terça-feira, tudo estará em jogo. Nossos empregos, nosso sistema de saúde, e a manutenção da pandemia sob controle também estará em jogo. Mas vocês podem eleger Joe Biden e Kamala Harris e escolher Estados Unidos melhor”, disse o ex-presidente.

Demonstrando bom-humor, Obama incentivou os moradores da cidade a irem votar de forma antecipada e rasgou elogios a Biden, que exerceu o cargo de vice-presidente durante sua gestão.

“Por oito anos ele esteve comigo em todos os momentos que precisei fazer uma grande decisão. Ele me fez um presidente melhor. Ele tem as características e a empatia necessária para fazer dos EUA um País melhor.”

Ao comentar sobre Donald Trump, o ex-presidente disse que esperava que o atual mandatário “levasse seu trabalho a sério pelo bem do País”, mas o mesmo “nunca teria feito”. Obama também critiou o candidato republicano pelos incessantes comícios com aglomerações, apesar da pandemia.

“Ninguém foi à festa de aniversário dele quando ele era criança? Ele ficou traumatizado?”, ironizou. “O país está passando por uma pandemia. Não é com isso que você deveria se preocupar”, completou.

Quando Joe Biden subiu ao palco, foi a vez do candidato democrata criticar Trump pela condução da pandemia. Ele atacou o adversário relembrando que o republicano sugeriu que médicos estariam ganhando mais dinheiro pela crise causada pelo coronavírus.

“Ele sugeriu falsamente que eles estão aumentando o número de mortes de Covid para ganhar mais dinheiro. O que há de errado com este homem? Isso é perverso”, disse. “Ele pode acreditar porque não faz outra coisa senão por dinheiro. O povo desta nação sofreu e se sacrificou por nove meses, principalmente os médicos e profissionais de saúde nas linhas de frente, e o presidente está questionando seu caráter? Sua integridade? Seu compromisso com os outros americanos? É mais do que ofensivo, é uma vergonha”, completou.

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Inglaterra retoma lockdown após casos de covid-19 passarem de 1 milhão

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, determinou neste sábado 31 que a Inglaterra retome o lockdown nacional depois de o Reino Unido ter ultrapassado a marca de 1 milhão de casos de covid-19 e no momento em que uma segunda onda de infecções ameaça sobrecarregar o serviço de saúde.

O Reino Unido, que tem o maior número oficial de mortes causadas pela covid-19 na Europa, está enfrentando mais de 20 mil novos casos de coronavírus por dia, e cientistas alertaram que o “pior cenário” de 80 mil mortos pode ser excedido.

Johnson, em entrevista coletiva convocada às pressas em Downing Street depois que a notícia de um lockdown vazou à imprensa, disse que a medida, com duração prevista de um mês em toda a Inglaterra, começará no primeiro minuto após a meia-noite de quinta-feira (5) e durará até 2 de dezembro.

Segundo as medidas, as pessoas só poderão deixar sua casa por motivos específicos como educação, trabalho, exercícios, compras essenciais e de remédios ou para cuidar de vulneráveis.

“Agora é o momento de adotar ações porque não há alternativa”, disse Johnson, ao lado de seu chefe médico, Chris Whitty, e de seu assessor científico, Patrick Vallance.

O governo vai retomar seu esquema emergencial de subsídio salarial pelo novo coronavírus para garantir que os trabalhadores que foram temporariamente dispensados durante o lockdown recebam 80% de seu pagamento.

Lojas essenciais, escolas e universidades continuarão abertas, disse Johnson. Pubs e restaurantes serão fechados, a não ser para retiradas. Todo o varejo não essencial irá fechar.

A adoção de medidas mais restritivas por Johnson aconteceu depois que cientistas alertaram que o surto estava indo na direção errada e que era necessário agir para conter a disseminação do vírus para que as famílias possam ter esperanças de se reunir no Natal.

Johnson foi criticado por oponentes políticos por agir muito lentamente para o primeiro lockdown nacional, que se estendeu de 23 de março a 4 de julho. Ele adoeceu com covid-19 no fim de março e foi hospitalizado no início de abril.

As medidas vão alinhar a Inglaterra com a França e a Alemanha, ao impor restrições nacionais quase tão severas quanto aquelas que levaram a economia global à recessão mais profunda em gerações, mais cedo neste ano.

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Candidatos apoiados por Bolsonaro nas capitais derrapam em pesquisas

Passados dois anos da onda que elegeu governadores, senadores e deputados, a associação ao nome do presidente Jair Bolsonaro deixou de ser uma vantagem eleitoral na disputa pelas prefeituras das principais cidades do Brasil. Nas dez maiores capitais do País a maior parte dos candidatos ligados ao bolsonarismo está no pé da tabela das intenções de voto ou tem escondido a figura do presidente para evitar a queda nas pesquisas.

Em Manaus, Porto Alegre, Belo Horizonte, Belém, Curitiba e Salvador os candidatos associados ao presidente não chegam aos dois dígitos nas sondagens mais recentes. Em São Paulo, Bolsonaro foi retirado do jingle da campanha de Celso Russomanno (Republicanos), embora, na sexta-feira, tenha se encontrado com o candidato. No Recife, o presidente sumiu da campanha de seus aliados. Em Fortaleza, o líder das pesquisas, Capitão Wagner (PROS), agradece ao aceno feito pelo presidente, mas se define como “independente”.

No berço político de Bolsonaro, o Rio, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) colou sua imagem à do presidente e foi recebido para um café da manhã na sexta-feira. Mas enfrenta dificuldades na campanha e corre o risco de ficar fora de um eventual segundo turno. Além do mau desempenho da maior parte de seus aliados, Bolsonaro procurou intensificar sua participação nas campanhas municipais e gravou vídeos para aliados como Crivella e Russomanno.

Pesquisas do Ibope mostram que a taxa de reprovação do presidente é maior que a de aprovação em oito das dez maiores capitais brasileiras.

Para o cientista político José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo (USP), o possível arrefecimento da onda bolsonarista pode ser reflexo de uma insatisfação com o presidente que não é tão nítida nas pesquisas nacionais sobre a avaliação do governo. “O que está ocorrendo é um movimento clássico: quando o eleitor tem a oportunidade de avaliar o governo, menos no sentido imediato, do dia a dia, e mais no médio e longo prazo, ele aproveita essa ocasião, se não está satisfeito, para mudar o governo.”

Para o cientista político José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo (USP), o arrefecimento da onda bolsonarista pode ser reflexo de uma insatisfação com o presidente que não é tão nítida nas pesquisas quantitativas sobre a avaliação do governo. “O que está ocorrendo é um movimento clássico dos eleitores nas democracias: quando o eleitor tem a oportunidade de avaliar o governo, menos no sentido imediato, do dia a dia, e mais no médio e longo prazo, ele aproveita essa ocasião, se não está satisfeito, para mudar o governo.”

Moisés compara esse movimento ao que ocorreu com o PT em 2016, após a Lava Jato e o impeachment de Dilma Rousseff. “Na primeira oportunidade que teve, o eleitor varreu o PT do mapa”, disse o professor.

A socióloga Esther Solano, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Complutense de Madri, que tem entrevistado desde 2015 o eleitorado de direita, ressalta que, apesar da rejeição à figura de Bolsonaro, a agenda bolsonarista continua forte. “Tem uma diferença entre a personagem e a pauta. E a pauta continua muito forte.”

SÃO PAULO

Depois de limar o presidente da propaganda de TV nesta semana, o marqueteiro Elsinho Mouco decidiu seguir o roteiro do Palácio do Planalto. A ideia, segundo ele, é reforçar a ligação com o chefe do Executivo federal na reta final da campanha. “A presença do presidente estanca a queda, independentes da rejeição”, disse o marqueteiro. A pesquisa Ibope mais recente mostrou uma queda de cinco pontos nos últimos 15 dias, mas Russomanno continua empatado tecnicamente com Bruno Covas (PSDB) no limite da margem de erro – de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

RECIFE

Candidato do DEM à prefeitura do Recife, o ex-ministro da Educação Mendonça Filho começou a campanha indicando que colaria sua imagem em Bolsonaro. O nome escolhido para a coligação foi “Recife acima de tudo”, muito parecido com o slogan de Bolsonaro em 2018. Mas, ao longo da campanha, o ex-ministro não associou sua imagem à do presidente.

“O nome da coligação sinaliza que a cidade deve estar acima das famílias Campos e Arraes, mas de qualquer forma a grande maioria dos eleitores bolsonaristas está alinhado com minha candidatura”, disse Mendonça. Nas últimas pesquisas, Mendonça passou a ter a terceira colocação ameaçada pela candidata do Podemos, Delegada Patrícia, associada ao lavajatismo – que já disse ser simpática ao presidente, mas também nega o rótulo de candidata do Planalto. A uma rádio local, ela disse que candidatos que querem a paternidade de Bolsonaro terão “DNA negativo”. 

O candidato João Campos (PSB) lidera com 31% das intenções, segundo o Ibope divulgado na quinta-feira passada. Sua prima, Marília Arraes (PT), tem com 18%; Patrícia, 16%; e Mendonça, 13%.

BELO HORIZONTE

Candidato a prefeito de Belo Horizonte, o deputado Bruno Engler (PRTB) adotou Bolsonaro como símbolo de sua campanha e declarou diversas vezes que pensa “absolutamente igual” ao presidente. Nas redes sociais, o presidente anunciou na semana passada que apoiará a candidatura de Engler e disse que, se eleito, o candidato terá uma “linha direta com a Presidência. Nas mais recentes pesquisas de intenção de voto em Belo Horizonte, Engler apareceu com 3%, ante 63% do atual prefeito, Alexandre Kalil (PSD).

RIO DE JANEIRO

No Rio, Crivella está estagnado nas pesquisas de intenção de votos em segundo lugar e tecnicamente empatado com a deputada estadual Martha Rocha (PDT) – ele oscilou positivamente dentro da margem de erro, segundo o Ibope de anteontem. Nos comerciais e santinhos, a imagem de Bolsonaro é presença constante ao lado de Crivella. 

MANAUS

Bolsonaro tem mais aprovação que reprovação apenas em Manaus e Curitiba. Mas, mesmo nestas cidades, candidatos ligados ao bolsonarismo apresentam desempenho ruim nas pesquisas. Em Manaus, Coronel Menezes (Patriota), que tem apoio explícito do presidente, oscilou de 6% para 5% nas duas pesquisas feitas pelo Ibope na cidade, no dia 14 e na quarta-feira passada. É apenas o sexto colocado na disputa, liderada por Amazonino Mendes (Podemos), com 24%.

CURITIBA

Em Curitiba, Fernando Francischini (PSL) tem 6% das intenções de voto e Marisa Lobo (Avante), 1%. A disputa é liderada pelo candidato a reeleição, Rafael Greca (DEM), com 46%.

FORTALEZA 

A maior exceção entre as grandes capitais é Fortaleza. Ao Estadão, o candidato do PROS, Capitão Wagner, agradeceu o aceno feito pelo presidente à sua candidatura em uma transmissão pelas redes sociais. 

Apesar disso, disse ter uma história própria na política e ser independente de padrinhos. “Recebemos com alegria o aceno de apoio do presidente à minha candidatura. E não acreditamos que haja prejuízo neste apoio. Nossa trajetória na política sempre foi feita sem apadrinhamentos políticos”, afirmou. Segundo o Ibope do dia 14 de outubro, Wagner tem 28%, ante 23% de Luizianne Lins (PT) e 16% de José Sarto (PDT).

PORTO ALEGRE

Em Porto Alegre, uma das capitais onde Bolsonaro tem maior rejeição, os candidatos que tentam explorar a ligação com o presidente, Gustavo Paim (PP) e Valter Nagelstein (PSD), patinam na casa dos 2% das intenções de voto, segundo o Ibope. “Tenho um alinhamento, claro que gostaria de receber o apoio dele. Com 28% de aprovação já é o suficiente para ir ao segundo turno”, disse Paim.

BELÉM 

Na capital do Pará os candidatos que se identificam com Bolsonaro Delegado Eguchi (Patriotas), Vavá Martins (Republicanos) e Mário Couto (PRTB) também amargam o fim da tabela, segundo o Ibope. Segundo o presidente do diretório estadual do Patriotas, Raimundo José Pereira dos Santos, Eguchi, delegado da Polícia Federal, só entrou para a política por incentivo de Bolsonaro e é apoiado por grande parte das forças locais que ajudaram a eleger o presidente.

O dirigente, no entanto, ressalta que não há apoio formal do Planalto. ¨Muito antes do Bolsonaro aparecer nosso partido já tinha posições em defesa da família, amor à pátria e sustentabilidade. Somos conservadores nos costumes e liberais na economia¨, disse o dirigente.

SALVADOR

Em Salvador, capital onde o Ibope registra a maior desaprovação ao presidente, apenas Cezar Leite (PRTB) empunha a bandeira do bolsonarismo explicitamente. Vereador, ele tem 1% das intenções de voto.

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China detecta coronavírus em carne de porco do Brasil

Um distrito da província chinesa de Shandong detectou covid-19 em pacotes de um lote de carne de porco congelada importada do Brasil. Moradores do distrito de Wendeng, na cidade de Weihai, que podem ter entrado em contato com a carne suína devem informar às autoridades. As informações são da Reuters.

Não foi informado, entretanto, a qual frigorífico brasileiro pertencia o lote.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse, por nota, que a covid-19 estaria na embalagem do produto, podendo ter ocorrido a contaminação durante as etapas de transporte do produto.

As informações divulgadas até aqui destacam que os traços de covid-19 eventualmente encontrados estavam na EMBALAGEM do produto, o que indica que a contaminação deve ter ocorrido fora da unidade produtora –por exemplo, em uma das várias etapas de transporte até a chegada ao destino”, disse em nota.

Destacou ainda que a associação está em contato com as autoridades brasileiras para apoiar no levantamento de informações. E lembrou que não há evidências de contaminação do vírus a partir do consumo de alimentos.

Essa não é a 1ª vez que a China encontra o vírus em carne importada do Brasil. Em 13 de agosto, foi detectada a presença do novo coronavírus na superfície de uma asa de frango congelada.

O lote era destinado a cidade de Shenzhen, sul da China. O vírus foi encontrado depois de uma amostra ter sido enviada para centros locais de controle de doenças.

O Poder360 procurou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para comentar o caso, mas ainda não teve resposta.

Leia a nota na íntegra da ABPA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) está em contato com as autoridades brasileiras para apoiar o levantamento de informações sobre a ocorrência no distrito de Wendeng, na cidade de Weihai (China), divulgada pelas autoridades locais.

As informações divulgadas até aqui destacam que os traços de Covid-19 eventualmente encontrados estavam na EMBALAGEM do produto, o que indica que a contaminação deve ter ocorrido fora da unidade produtora – por exemplo, em uma das várias etapas de transporte até a chegada ao destino.

A ABPA lembra que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme ressaltam a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Pesquisa revela aumento da ansiedade entre brasileiros na pandemia

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) nos meses de maio, junho e julho deste ano revela que 80% da população brasileira tornou-se mais ansiosa na pandemia do novo coronavírus. A pesquisa, que ouviu com 1.996 pessoas maiores de 18 anos de idade, foi divulgada nas redes sociais.

“A principal conclusão da pesquisa foi que, nesse período de pandemia, as pessoas desenvolveram ou aumentaram – quem já tinha – sintomas de estresse, ansiedade ou depressão. Isso foi bem marcante, até porque, quando se comparam os nossos dados com os de outros países, como Itália e China, 80% da população da nossa amostra chegaram a reportar sintomas moderados a graves de ansiedade e 68%, depressão”, disse à Agência Brasil a professora da UFRGS Adriane Ribeiro Rosa, coordenadora da pesquisa.

Em média, nos outros países, o índice é de 30%. Para Adriane, isso tem a ver com questões socioeconômicas e culturais, como renda e escolaridade, que tendem a ser mais baixas no Brasil. “É um fator que agrava sintomas relacionados à saúde mental. A gente sabe que, se os níveis de escolaridade e de renda são bons, funcionam como proteção. Mas, se são ruins, fazem o efeito contrário”, disse a professora.

Farmacêutica de formação e com mestrado e doutorado na área de psiquiatria, Adriane explicou que os transtornos psiquiátricos têm na base o estresse. “E o que se está vivendo nesses meses é uma situação de estresse. Aí, é óbvio, vai haver um grupo que consegue lidar com essa situação, chamado resiliente, e um grupo mais suscetível, que acaba adoecendo, ou apresentando essa sintomatologia”.

Outros transtornos

A pesquisa mostrou também que 65% dos entrevistados têm sentimento de raiva; 63% sintomas somáticos, que podem ser sensação de dor, mal-estar gástrico, qualquer coisa orgânica resultante de um quadro de ansiedade; e 50% tiveram alteração do sono.

Adriane destacou que a equipe multidisciplinar de pesquisadores do Laboratório de Psiquiatria Molecular da UFRGS e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre identificou as características do grupo que apresenta mais sintomatologia. “São as mulheres, os mais jovens, os de menor renda e menor escolaridade, e os que já tinham alguma história prévia de doença psiquiátrica”, revelou a professora.

Este foi o primeiro estudo brasileiro com o propósito de rastrear a prevalência de sintomas psiquiátricos na população brasileira em função da pandemia publicado em revista internacional, o Journal of Psychiatric Research (Covid-19 and Mental Health in Brazil: Psychiatric Symptoms in the General Population”).

Segundo Adriane, os dados servem para chamar a atenção para o fato de que a covid-19 não ataca só o pulmão e a respiração, tendo também sequelas emocionais. “Disso, a gente já sabe de estudar pandemias passadas. Tais sintomas podem inclusive persistir. Não é algo que vai acabar quando acabar a pandemia. Uma pessoa que tenha um quadro de ansiedade ou depressão pode continuar com esse quadro por um longo período.”

A coordenadora da pesquisa da UFRGS) ressaltou a necessidade de alertar os órgãos governamentais e os responsáveis pela saúde privada para que essas pessoas sejam atendidas. Para Adriane, o impacto da pandemia na saúde mental deve ser considerado crise de saúde pública. Ela não descartou a possibilidade de nova pesquisa mais à frente, quando a situação estiver mais tranquila e já existir a vacina contra a covid-19, para que se possa fazer um comparativo do quadro durante e após a pandemia.

Clássico potiguar entre américa-rn e globo termina empatado na arena das dunas

Clássico potiguar entre América-RN e Globo termina empatado na Arena das Dunas

América-RN e Globo fizeram um clássico potiguar sem gols, na tarde deste sábado 31, na Arena das Dunas. O empate por 0 a 0, válido pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série D, interrompeu uma sequência de seis vitórias consecutivas do alvinegro e aumentou o jejum do Globo de Ceará-Mirim, que está há sete jogos.

Apesar do resultado, o América lidera isolado o Grupo 3 do torneio nacional com 21 pontos. Já o Globo está em penúltimo na classificação, com 8 pontos, e pode terminar a rodada na oitava colocação, caso o Guarany de Sobral vença sua partida diante do Floresta. O próximo compromisso do alvirrubro será contra o Afogados fora de casa, enquanto a águia encara o Salgueiro no Barrettão.

No domingo 1º, é a vez de ABC e Potiguar de Mossoró se enfrentarem no outro clássico potiguar da competição. A partida está marcada para às 16h, no Frasqueirão. O alvinegro vai em busca de retomar a liderança e o time macho quer embolar de vez a parte de cima da tabela e encostar nos líderes.

Cliente exige que bar frite sapo como petisco e caso acaba em tiro no df

Cliente exige que bar frite sapo como petisco e caso acaba em tiro no DF

Um grupo de homens protagonizou uma confusão que terminou em tiroteio, após uma tarde de bebedeira, em um bar de Brazlândia. Tudo aconteceu porque os rapazes agrediram o funcionário do estabelecimento que se recusou a preparar um sapo como petisco, a pedido dos clientes. O caso aconteceu na noite dessa quarta-feira 28.

Em depoimento prestado na 18ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) , o proprietário da loja disse que os homens já estavam há várias horas bebendo, quando um deles retornou do banheiro, pediu uma dose de cachaça e, em tom jocoso, jogou um sapo no balcão e pedido para o funcionário fritar. Após o trabalhador se recusar e pedir para que o animal fosse retirado, o homem teria mordido o anfíbio e questionado se teria de comê-lo cru.

A partir daí, os ânimos se exaltaram e, após xingamentos, uma confusão com trocas de chutes e socos teve início. Em desvantagem, o funcionário do estabelecimento apanhava, até que o dono do local apareceu e tentou separar a briga. Vendo que não teria sucesso, o elemento sacou uma arma de fogo e disparou em direção a porta, onde não havia ninguém, cessando a confusão.

Todos foram, então, encaminhados para a 18ª DP, que investiga o caso. Praticante de tiro e com posse de arma utilizada, o proprietário alegou legítima defesa para efetuar o disparo, dizendo que temia pelo pior para seu funcionário e que, “se quisesse, teria acertado” os arruaceiros.

Xiaomi supera apple em venda de celulares no mundo

Xiaomi supera Apple em venda de celulares no mundo

A fabricante chinesa de eletrônicos Xiaomi ultrapassou a Apple pela primeira vez em vendas globais de celulares e ocupa agora a terceira posição de vendas entre fabricantes, aponta uma pesquisa da consultoria IDC divulgada na noite de quinta-feira 29. 

O levantamento também mostra que a Samsung voltou a liderar a venda global de smartphones, após perder a liderança do mercado para a também chinesa Huawei, que ficou no topo por um único trimestre.

Segundo os dados, coletados após a temporada de resultados financeiros das empresas, a Samsung vendeu 80,4 milhões de celulares no trimestre que se encerrou em setembro. Hoje, a sul-coreana é responsável por quase um em cada quatro smartphones vendidos em todo o mundo.]

Já a Huawei vendeu 51,4 milhões de aparelhos e viu seus negócios serem impactados nos últimos meses pelas sanções impostas nos Estados Unidos em 2019 – uma companhia é acusada pelo governo Trump de praticar espionagem a favor do governo chinês.

A Xiaomi vendeu 46,5 milhões de dispositivos no terceiro trimestre – quase 5 milhões a mais do que uma Apple.

Há motivos, porém, para explicar a queda da fabricante do iPhone. Tradicionalmente, a empresa de Tim Cook lança novos modelos de smartphones em setembro. Por conta da pandemia do coronavírus, porém, o lançamento do aparelho aconteceu apenas no início de outubro. O ciclo de produção do aparelho foi afetado por dois fatores. Um foi a paralisação das fábricas na China, no início do ano, onde a maior parte dos iPhones são globalmente adquiridos. Outro foi a interrupção de viagens internacionais – antes do lançamento de um novo iPhone, engenheiros da Apple viajam até o país asiático para acertar detalhes da produção.

A queda de desempenho da maçã, porém, acabou sendo mais grave do que se anterior: no período, pois as vendas de iPhones tiveram queda de quase 21% em receita, chegando a US $ 26,4 bilhões, sendo que analistas esperavam uma diminuição de 16% nas vendas.

Segundo a IDC, as vendas globais de smartphones caíram 1,3% em relação ao ano anterior, mas a consultoria já sinaliza recuperação em mercados como Brasil e Índia.