Acesso à internet é exclusivo no celular para 59% no Brasil

A pesquisa TIC Domicílios apontou que 58% dos brasileiros acessavam a internet em 2019 exclusivamente pelo telefone celular. O estudo indicou que a conexão estava disponível para 74% da população, o que correspondia a 134 milhões de pessoas, e em 71% dos lares no país.

O telefone celular foi praticamente “universalizado” entre os internautas brasileiros: 99% dos ouvidos relataram possuir o aparelho. Esta modalidade era menor até 2014, quando estava em 76% dos internautas, e se tornou a principal a partir de 2015.

Já o uso da internet por meio de computadores vem caindo. Em 2014, este era o meio mais comum, com 80%. Foi ultrapassado pelo celular e caiu pela metade deste então, chegando a 42% dos usuários de internet em 2019. Já o acesso pela televisão saiu de 7% em 2014 para 37% no ano passado.

Conforme a pesquisa, 90% dos brasileiros possuíam aparelho celular. Deste total, 62% contratavam planos pré-pagos. Nas classes D e E, este percentual sobe para 70%.

A dependência do celular varia bastante conforme as características socioeconômicas. Ela ficou em 79% na área rural e em 56% na urbana. Nas pessoas da classe A, o uso exclusivo era realidade para 11%, enquanto nas classes D e E era regra para 85% das pessoas. Na classe C, o índice também era alto, de 61%. O percentual também foi maior entre mulheres (63%) do que em homens (52%).

Essa condição também difere no recorte por escolaridade: é de 90% para analfabetos ou pessoas que só estudaram até a educação infantil, 61% para quem possui ensino médio e 19% para quem obteve diploma de nível superior. Já na avaliação por idade, o índice fica maior entre os adolescentes (65%) e idosos (65%) e menor na faixa intermediária, de 16 a 59 anos (56%).

Impacto de experiências

O coordenador do Cetic.br, responsável pela pesquisa, Alexandre Barbosa, observa como essa variação por renda impacta as experiências destes usuários. “É bom que tenha acesso, mas tem limitações para o desenvolvimento de muitas habilidades. Quem faz uso exclusivo do celular tende a ter um uso bem instrumental. Por exemplo: quando a gente avalia o uso múltiplo de dispositivos, o uso de governo eletrônico é maior. Aqueles pelo celular o patamar é 30 pontos a menos. Estamos caminhando no sentido de ter acesso amplo, mas não basta ter acesso”, disse.

De acordo com o pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e da Rede de Pesquisas em Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits), Rafael Evangelista, há um efeito preocupante dessa dependência no uso. Isso porque há uma franquia limitada de dados e como os pacotes variam conforme a renda, um grande contingente contrata serviços com pouca capacidade, ficando relegado aos aplicativos gratuitos.

“As pessoas ficam reféns dos serviços grátis. Isso afunila para certas aplicações que fazem acordos com operadoras. Há uma concentração na informação muito restrita a certas aplicações, como WhatsApp. Tem problema que não consegue verificar a informação e não tem acesso livre, para que você escolha o que você está consumindo”, pondera, em referência ao problema da profusão de desinformação nas redes sociais.

Usuários por antena

A advogada e integrante do Comitê Gestor da Internet e da Coalizão Direitos na Rede Flávia Lefévre destaca que a franquia existe porque a infraestrutura disponível para acesso à internet tem limites. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabelece a média recomendada de 1,5 mil usuários por antena. No estado de São Paulo, por exemplo, essa proporção varia entre 2,5 mil e 3,5 mil usuários por antena. Em alguns bairros de baixa renda da capital paulista, chega a 10 mil usuários por antena.

“A aposta que os governos fizeram de fazer a inclusão digital pela rede móvel está mostrando que leva a resultados indesejáveis e não inclui. Você vê que o uso principal é mensagem e redes sociais. Outros usos são poucos. As demais atividades estão circunscritas a classes A e B e C. Nesta pandemia, a gente está vendo estudantes de periferia com dificuldade de estudar em casa”, disse a advogada.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Telecomunicações (Sinditelebrasil), Marcos Ferrari, onde há competição e viabilidade para o investimento, a concorrência está permitindo uma melhoria da infraestrutura, como com o uso de fibra.

“Nas cidades menores, de baixo IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], e em áreas menos favorecidas, há a necessidade de se ter políticas públicas que favoreçam a demanda (tributação menor), que incentivem o uso de recursos dos fundos setoriais para disponibilizar infraestrutura e que privilegiem nos editais de venda de licenças (como o 5G) compromissos de abrangência voltados à ampliação de backhaul óptico e infraestrutura de acesso”, defende.

Secretário adjunto de Tributação de Natal falece na manhã deste domingo

Na manhã deste domingo (31), faleceu o secretário adjunto de Tributação de Natal, Antônio Ubiracy de Assunção. Segundo nota do Sindicato dos Auditores Fiscais do RN (Sindifern), ele faleceu em casa.

Ainda segundo nota da Sindifern, o velório será realizado neste domingo (31) e o sepultamento ocorrerá nesta segunda-feira (1º).

Ele era ex-diretor das Unidades de Caicó e Currais Novos e ex-Corregedor Geral do Fisco, auditor fiscal do tesouro estadual aposentado e exerceu o cargo de secretário de tributação em Mossoró entre 2001 e 2012. O Sindicato dos Auditores Fiscais de Mossoró (Sindaf) também divulgou uma nota de pesar pelo falecimento do secretário adjunto.

Confira as notas:

SINDIFERN

A diretoria do SINDIFERN cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do colega aposentado ANTÔNIO UBIRACY DE ASSUNÇÃO, ocorrido hoje (31), manhã pela em sua residência.

Ex-diretor das Unidades de Caicó e Currais Novos e ex-Corregedor Geral do Fisco, Ubiracy era bastante estimado pelos colegas de trabalho. Atuou também como Secretário de Tributação de Mossoró e atualmente era o Secretário-adjunto de Tributação de Natal.

O velório será realizado a partir das 16h00 de hoje no Morada da Paz da Avenida São José, em Natal, e o sepultamento ocorrerá nesta segunda-feira, dia 1º de junho, às 17h00, no Cemitério do Alecrim, em Natal.

À família enlutada, colegas e amigos de Ubiracy apresentamos as nossas condolências e orações pelo seu descanso ao lado do Pai.

A DIRETORIA

SINDAF

Com profundo pesar e muita tristeza tomamos conhecimento do falecimento do auditor fiscal do Tesouro Estadual, aposentado, Antônio Ubiracy de Assunção, ocorrido neste domingo, 31 de maio de 2020, em Natal.

Ubiracy Assunção, que atualmente era secretário adjunto no município de Natal, exerceu em Mossoró o cargo de secretário municipal da Tributação, nos anos de 2001 a 2012, onde modernizou a estrutura da pasta, ampliou o quadro de auditores fiscais, implantou programas de capacitação de servidores, incentivos fiscais e aumentou a arrecadação do município, além de humanizar as relações entre servidores e contribuintes.

Neste momento de tristeza, unimo-nos aos servidores da Secretária de Tributação de Natal para manifestar nossas mais sinceras condolências aos familiares, parentes e amigos de seu Ubiracy, como o tratávamos, rogando a Deus que conforte seus corações.

Mossoró, 31 de maio de 2020.

SINDAF – Sindicato dos Auditores Fiscais de Mossoró

Toffoli recebe alta, mas continua afastado das atividades

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, recebeu alta hospitalar, em Brasília, na noite de sábado (30), após permanecer internado durante uma semana se recuperando de uma cirurgia para retirada de um abscesso. A informação foi dada pela sua assessoria. Toffoli ainda ficará de licença médica por mais uma semana, até o próximo domingo (7). 

Apesar de a cirurgia, realizada no dia 23, ter transcorrido bem, o ministro apresentou sintomas da covid-19 e ficou internado para observação. Os exames realizados pelo ministro deram negativo para o novo coronavírus.

Na ausência de Toffoli, o Supremo é comandado pelo vice-presidente, o ministro Luiz Fux. 

SP: Manifestantes fazem ato contra Bolsonaro na Avenida Paulista; VEJA VÍDEO

Manifestantes fazem um ato contra Bolsonaro em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, neste domingo (31). Os participantes gritam “democracia” e usam máscaras protetivas, em razão da pandemia do novo coronavírus. Vídeos nas redes sociais mostram centenas de pessoas reunidas.

Os integrantes da manifestação levam faixas com dizeres como “somos democracia”. Alguns dos participantes são da torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians. Eles cantam músicas da torcida organizada e paródias como “doutor, eu não me engano, o Bolsonaro é miliciano”.

A assessoria de imprensa da Gaviões da Fiel informou que não organizou a manifestação, mas que o ato é “legítimo” por defender a democracia.

Em Belo Horizonte, um grupo de pessoas também organizou um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro. A manifestação traz cartazes de torcidas organizadas de clubes de futebol, como Resistência Alvinegra e Galo Antifa.

Bolsonaro vai à manifestação e cumprimenta apoiadores

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou na Esplanada dos Ministérios e, sem usar máscara, cumprimentou apoiadores que estão em frente ao Palácio do Planalto participando de manifestação. Ele estava acompanhado pelo filho Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro.

Na manifestação, prevalecem as críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns manifestantes empunharam uma faixa pedindo “intervenção militar”. Há ainda uma bandeira que pede !intervenção no STF”.

O STF tem sido alvo de ataques por parte de Bolsonaro e seus apoiadores após a Corte ter autorizado o cumprimento de mandados de busca e apreensão tendo como alvo bolsonaristas. Eles são investigados no inquérito das fake news.

Em frente ao Planalto, Bolsonaro trocou apertos de mão com os manifestantes, que estão aglomerados em uma grade de proteção montada em frente ao Palácio. Ele percorreu a extensão da grade, posou para fotos e pegou crianças no colo.

O uso de máscaras é obrigatório em locais públicos no Distrito Federal desde 30 de abril. Grande parte dos manifestantes utilizam a máscara, mas há também pessoas que, assim como o presidente, dispensaram a proteção.

Além disso, autoridades sanitárias recomendam o distanciamento social como forma de conter o avanço do novo coronavírus no País Isso inclui evitar abraços, apertos de mão e aglomerações.

Um dia após ultrapassar a Espanha, o Brasil superou ontem a França em número de mortes pelo novo coronavírus e agora é o quarto país no mundo com a maior quantidade de óbitos pela doença. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, os franceses registram 28.774 mortes. Já o Brasil acumula o saldo total de 28.834, já incluídos os 956 óbitos registrados nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade é de 5,8%, ou 13,7 mortes a cada 100 mil habitantes.

Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada a bordo de um helicóptero e sobrevoou a Esplanada por cerca de 15 minutos. Depois, o helicóptero pousou próximo ao Palácio do Planalto, e o presidente seguiu a pé até onde estavam os manifestantes.

Após cumprimentar os apoiadores que se aglomeravam ao longo da grade, ele montou em um cavalo da cavalaria da Polícia Militar e percorreu novamente o local antes de retornar à residência oficial.

Antes da chegada de Bolsonaro à manifestação. Um grupo entoou gritos de ordem contra o STF em frente à Corte. “STF, preste atenção, sua toga vai virar pano de chão”, diziam. Também há faixas dizendo “abaixo à ditadura do STF”.

Na última quarta-feira (27), a Polícia Federal cumpriu uma série de mandados de busca e apreensão contra bolsonaristas por divulgação de fake news. A ordem foi dada pelo STF no âmbito do inquérito que investiga a divulgação dessas notícias falsas.

Um dos investigados, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), participa do ato na capital federal. Ele e um grupo de apoiadores vestindo camiseta do “movimento conservador” entoaram um grito de ordem contra o STF. “Supremo é o povo”, bradaram.

“A epidemia é uma doença social”, diz o filósofo Luiz Felipe Pondé

O Brasil alcançou a segunda posição no ranking de casos de Covid-19. Com esse resultado fatídico, o programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar neste domingo (31), às 22h30, convidou o filósofo Luiz Felipe Pondé para falar sobre os impactos sociais da doença.

Para Pondé, o número de mortes pela Covid-19, gera um sentimento de insegurança e desespero. Para o filósofo, o lockdown também tem que ser analisado do ponto de vista social. 

“O Brasil não pode fazer lockdown completo. É uma ilusão. Muita gente anda na rua porque senão passa fome”, pondera.  “Então eu acho que às vezes a discussão fica meio de grife. A classe média alta discutindo um país que não existe. O Brasil é uma Bélgica cercada por uma Índia”, reflete Pondé se referindo às diferentes realidades sociais do país.

Na conversa com a jornalista Katiuscia Neri, o filósofo arrisca: “uma cultura como a nossa, em geral, viciada em sucesso, em controle, em bons resultados e eficácia, não saber exatamente o que vai acontecer é motivo de enorme estresse”.

Pondé alerta que o mundo sempre passou por epidemias e cita, na conversa, a peste negra e a gripe espanhola, mas, segundo ele, a atual geração sofre com o limite de tolerância e com a falta de controle. “É uma geração mal acostumada, que só acumulou sucessos. Isto não é ruim, mas criou em nós um hábito”, disse. “Filosoficamente eu diria que a gente está tendo uma experiência de algo incontrolável”.

Para o filósofo, tudo ficou previsível para a atual geração, como o avanço da medicina, a longevidade e a evolução de questões relacionadas aos direitos humanos. “A epidemia é um exemplo do que os gregos chamavam de ‘Fortuna Cega’, alguma coisa que nos acomete e a gente fica sempre parecendo que está um passo atrás. No caso do Brasil, acho que é um cruzamento entre essa crise sanitária, essa crise econômica e um desgoverno político que a gente está vivendo”.

Em tom realista, Pondé afirma que não há sinais de que a pandemia gere maior solidariedade e compaixão. Para o filósofo, as manifestações humanísticas refletem, na maior parte dos casos, interesses empresariais. “A solidariedade que tem ocorrido, em alguns casos, ela vai de braços dados com marketing, que a priori, não significa que é ruim. É até uma sorte para quem recebe ajuda. O fato de que ajudar agrega valor á marca, seja empresa, seja pessoa. É claro que você tem, no começo, o caso de jovens que se dispuseram a ajudar idosos no prédio e coisa e tal”, disse.

Para Pondé, historicamente, as epidemias não aumentam a solidariedade em nível significativo. “Elas causam transtornos nas relações de oferta e demanda, elas causam pressão, no sentido de avanço técnico, elas forçam os gestores a serem criativos – isso é bom -, mas, do ponto de vista do comportamento humano, as epidemias e grandes tragédias, reforçam vícios, reforçam o oportunismo, a exploração”, afirmou.

Quando se trata das previsões para o pós-pandemia, Pondé rebate o otimismo desmesurado dos que acreditam que o mundo a partir de agora será um mundo sem consumo. “Ele vai ter menos consumo porque as pessoas vão estar mais pobres, por isso que vai ter menos consumo. As pessoas não vão se tornar ‘não consumistas’ de uma hora para a outra, porque inclusive o consumo é uma prática que sustenta a economia”, justifica.

Para o filósofo, o pessimismo absoluto é achar que “a pandemia é o apocalipse, que é a peste negra, que vai todo mundo morrer, que o mundo vai acabar”. “A gente vai passar uma época difícil, com mais estresse, mais custo, o próprio custo da biossegurança vai aumentar”. Pondé acredita que a maior parte das pessoas negocia qualquer liberdade em troca de segurança e saúde. “E é isto que está acontecendo”.

Consumo de vídeo e áudio online cresce no Brasil, aponta pesquisa

O consumo de vídeo e áudio online (o chamado streaming) aumentou e se consolidou no Brasil. Entre os usuários de internet, 74% assistiram a programas, filmes, vídeos ou séries e 72% ouviram música online em 2019.

As informações são da pesquisa TIC Domicílios 2019, mais importante levantamento sobre acesso a tecnologias da informação e comunicação, realizada pelo Centro Regional para o Desenvolvimento de Estudos sobre a Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Vídeo online

O consumo de vídeo online é bastante diferente quando observadas as condições econômicas e a escolaridade. A prática foi registrada em 87% dos entrevistados da classe A, enquanto nas classes D e E o percentual foi de 65%. O hábito ficou em 83% para aqueles com ensino superior completo, contra 45% para os analfabetos ou que fizeram até a educação infantil.

A prática de assistir a vídeos foi mais comum nas áreas urbanas (75%) do que rurais (63%); e entre homens (79%) do que entre mulheres (69%). No recorte por cor e raça, o índice apenas oscila entre brancos, pretos e pardos. O carregamento de arquivos (download) de filmes ficou em patamar bem menor, de 23%. Este era o principal canal de consumo de vídeos na década passada e início da atual.

Áudio online 

O ato de ouvir música pela internet também difere pelos mesmos indicadores. Na classe A, ele foi identificado em 79% dos ouvidos, enquanto nas classes D e E foi relatado por 68% dos entrevistados. Entre os usuários com ensino superior, alcançou 80%, contra 52% entre os analfabetos e pessoas que tiveram até a educação infantil.

As músicas online são ouvidas por 73% dos entrevistados nas cidades e por 64% no campo. Os homens apareceram com índice maior (76%) do que as mulheres (70%). No recorte por cor e raça, as respostas ficaram em patamares semelhantes. Já os downloads de músicas ainda permanecem como opção para 41% dos ouvidos.

A pesquisa incluiu a análise sobre o consumo de programas de áudio online, os chamados podcasts. Dos usuários ouvidos, 13% contaram consumir este tipo de conteúdo. Na classe A, este pecentual sobe para 37%.

Criação de conteúdos

A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre práticas de criação e compartilhamento de conteúdos na internet. Dos ouvidos, 19% relataram produzir ou atualizar blogs ou páginas na web e 36% publicaram textos, imagens, fotos ou vídeos que criaram na rede mundial de computadores. Os índices também crescem de acordo com a renda e a escolaridade.

Já o ato de compartilhar conteúdos de terceiros foi mais comum, sendo confirmado por 73% dos entrevistados pela pequisa.

Avaliação

Na avaliação do gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, o Brasil passou da situação no passado recente de pessoas que faziam download de músicas e vídeos para hoje fazer esse consumo de forma online. A proporção dos usuários que assistem conteúdo de streaming está relacionada aos que usam por múltiplos dispositivos, com índices maiores para este tipo de consumo na banda larga fixa do que na móvel.

“A questão do pagamento está atrelada à classe social e renda. Famílias de renda mais altas pagam por estes conteúdos, enquanto famílias de renda mais baixa não. Há uma baixa proporção da população que está criando seu próprio conteúdo. É mais fácil consumir notícias em redes sociais do que produzir conteúdo, seja num blog do que em um conteúdo mais qualificado”, observa Barbosa.

Para Rafael Evangelista, pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, o consumo de vídeo tem se dado fortemente pelos serviços de mensageria, como o Whatsapp. Como muitas pessoas só acessam a internet do celular e possuem pacotes de dados limitados, ficam reféns dos serviços gratuitos dessas redes sociais, que fazem acordo com as operadoras para não contar no consumo de dados.

“Há uma concentração na informação neste desenho que é muito restrito a certas aplicações. Tem problema que não consegue verificar a informação e não tem acesso livre, para que você escolha o que você está consumindo. Está consumindo aquilo que recebe nos grupos. É um problema que indica o poder dessas empresas que fazem acordos de concentração do mercado. Como vai ter competição no mercado de aplicativos que não sejam os controlados por Google ou Facebook?”, indaga.

Vaquejada Solidária já contempla 734 famílias em 12 estados

Após dois meses de campanha, a Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ) já contemplou 734 famílias nos estados do Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Tocantins, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Sergipe. Estes são números da última atualização realizada no dia 29 de maio. Segundo os dados da Associação, já foram distribuídas aproximadamente 990 cestas básicas, o que representa cerca de 13 toneladas de alimentos, incluindo aqueles que já receberam a segunda remessa de doações.

O objetivo da Vaquejada Solidária é atender os profissionais autônomos que trabalham diretamente nos eventos de Vaquejada e que perderam a sua fonte de renda devido a paralisação das competições por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid 19). Neste caso, estão inclusos os locutores, juízes, calzeiros, equipes de curral, de filmagem, de secretaria, de limpeza, canceleiros e auxiliares. 

A Vaquejada Solidária tem várias frentes de trabalho que se fortalecem a partir das doações espontâneas motivadas por campanhas de comunicação promovidas pela Associação, pelas lives organizadas por artistas como Mano Walter, Wesley Safadão, Cláudio Rios, Raí Saia Rodada, Luan Estilizado e demais nomes da música nacional ligados a vaquejada. Além disso, outro importante trabalho vem sendo desenvolvido a partir das doações organizadas durante os leilões virtuais. 

Desta forma, a solidariedade está em sintonia com a gratidão e diariamente, mensagens de apoio e gratidão se popularizam nas redes sociais. “Eu venho aqui em nome do Portal Gado Bravo agradecer a ABVAQ pelas doações das cestas básicas, que foi na hora certa, foi bem vinda. Quero agradecer também a Pauluca Moura e todos que fazem a ABVAQ e a quem fez a campanha.”, declarou Biu da cidade de Gado Bravo-PB, em suas redes sociais, após receber as cestas que contemplaram toda a sua equipe de trabalho. 

O presidente da ABVAQ, Pauluca Moura, reforça que a Associação segue recebendo as doações dando continuidade a campanha e contemplando mais famílias. Pauluca orienta os profissionais de trabalho que vivem dos eventos de vaquejada e que estiverem precisando do auxílio, para enviar seus dados para a Associação, se cadastrar e assim poder receber o auxílio. 

Serviço

Doações 

Conta Corrente: 35292/6

Agência: 0944-X

Em nome da Associação Brasileira de Vaquejada – CNPJ 09.547.599/0001-52 

Obs.: Enviar o comprovante para o whatsapp da ABVAQ – 83 9 9416-4800

 Cadastro para receber as doações 

Enviar dos dados para o whatsapp 83 9 9416-4800 

Nome completo:

Apelido(se tiver):

Função na Vaquejada:

Endereço Completo:

Telefone:

CPF:

Dados da conta para Depósito

Banco:

Conta:

Agência:

Nave Dragon Crew da SpaceX chega à Estação Espacial Internacional

A nave Dragon Crew, com dois astronautas da Nasa a bordo, chegou neste domingo (31) na Estação Espacial Internacional (ISS). O acoplamento da nave aconteceu às 11h16 (horário de Brasília). Esta é a primeira viagem tripulada dos Estados Unidos em nove anos.

A SpaceX, do empresário Elon Musk, agora é a primeira empresa privada a entrar em órbita. O lançamento do foguete da SpaceX, aconteceu no sábado (30) do Cabo Canaveral, na Flórida.

Os astronautas Douglas Hurley e Robert Behnken foram os escolhidos para tripular a missão e viajar até a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Behnken e Hurley são astronautas da Nasa desde 2000 e já foram ao espaço duas vezes em ônibus espaciais. Estão entre os membros mais experientes da equipe da agência, segundo a BBC, e foram treinados como pilotos de testes (o que tem sido crucial para preparar a nova aeronave).

Hurley, de 53 anos, já passou 28 dias e 11 horas no espaço, e Behnken, de 49, acumula 29 dias e 12 horas, incluindo 37 horas de caminhada espacial (fora do veículo ou da estação).

Ambos têm esposas astronautas: Behnken é casado com a oceanógrafa e engenheira aeroespacial Megan McArthur, que tem quase 13 dias de missões no espaço, segundo a Nasa. Já Hurley é casado com a ex-astronauta da agência Karen Nyberg, engenheira com 180 dias de missões espaciais.

Equipe da Fiocruz MG trabalha em vacina brasileira para Covid-19

Em todo o mundo, cerca de 200 grupos de cientistas trabalham intensamente no desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz contra a covid-19. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos oito delas já iniciaram a fase clínica, de testes em pessoas.

A equipe brasileira, composta por 15 pessoas, é liderada pelo pesquisador Alexandre Vieira Machado, da Fiocruz em Minas Gerais, em parceria com outras instituições, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Butantã, a Universidade de São Paulo (USP) e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Segundo Machado, o Instituto do Coração (Incor) de São Paulo também trabalha no desenvolvimento da vacina, liderado pelo médico Jorge Kalil, e há troca de informações entre as duas equipes. “Esperamos que nós possamos utilizar a deles junto com a nossa em alguns testes”, diz Machado.

Coronavírus

A atual pandemia de Covid-19 é causada pelo novo coronavírus, chamado tecnicamente de Sars-CoV-2, uma mutação do vírus Sars-CoV-1, que provoca a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars, da sigla em inglês). Segundo dados da OMS, a Sars registrou 8.098 casos e deixou 774 mortos em 26 países entre 2002 e 2003, com foco principal na Ásia.

Outro tipo de coronavírus causa a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, da sigla em inglês), que deixou 858 mortos desde 2012, com um total de 2.494 casos em 27 países.

Covid-19 significa Corona Virus Disease, ou doença do coronavírus em português. O 19 se refere a 2019, ano em que foram divulgados os primeiros casos em Wuhan, na China. O Sars-Cov-2 já registrou quase 6 milhões de casos em todo o mundo, com mais de 360 mil mortos.

Machado explica que o vírus Sars-CoV-1 desapareceu depois do surto de 2002 e as pesquisas com ele foram interrompidas, por isso agora há mais dificuldade de se encontrar a vacina, com a pandemia em andamento e com um vírus muito mais contagioso e que causa uma doença grave. “É como ter que trocar o pneu de um carro em movimento descendo uma ribanceira”, diz o pesquisador.

“Não tem vacina pro Sars-CoV. É uma coisa muito triste e um recado para a ciência e para as agências de fomento. Somos frequentemente confrontados com doenças novas, como zika e chikungunya, e a volta de outras, como sarampo e febre amarela, isso desvia o foco das linhas de pesquisa e dos investimentos em vacina. Isso é ruim, porque se nós tivéssemos uma vacina aprovada para Sars-CoV-1, mesmo que fosse em fase clínica, numa plataforma que funcionasse, a gente poderia ter pulado algumas etapas”.

Vacina

Machado explica que o trabalho de sua equipe está sendo feito a partir de algum conhecimento acumulado com o Sars-CoV-1 e usa como base o vírus influenza recombinante, outra doença com sintomas respiratórios e mais grave em idosos, assim como a Covid-19.

“Nós modificamos geneticamente o vírus da gripe, que é o vírus influenza, para que ele produza tanto as proteínas do vírus da gripe quanto uma proteína que nós chamamos de imunogênica, uma proteína que induz resposta imune, no caso ao Sars-CoV-2. Esperamos que uma pessoa vacinada com esse vírus tenha uma proteção contra a Covid-19 e também à influenza”.

Porém, embora promissor, o trabalho ainda está longe de ser concluído. Segundo o pesquisador, o desenvolvimento laboratorial, com testes em camundongos, deve ser concluído em meados do ano que vem. Para só então iniciar a fase clínica, que é mais complexa e cara, pois exige mais estrutura, pessoal especializado e condições sanitárias específicas.

“A partir daí começa a parte clínica, usando outra espécie, como hamster, com mais controle de segurança, de toxicidade, de reações adversas. Depois que sair disso, ainda vai mais uns dois anos para entregar uma vacina com segurança para a população. Hoje é torcer para essas vacinas que estão em fase clínica, algumas delas, cheguem a termo e que nós tenhamos vacinas o suficiente para vacinar a população mundial”.

Segundo ele, uma das vacinas que já entrou na fase clínica foi o da Universidade de Oxford, no Reino Unido. A equipe britânica estava trabalhando com a vacina da Mers e testam agora com o antígeno do Sars-CoV-2. “Eles já tinham um conhecimento que colocou eles alguns passos adiante”, explica Machado, afirmando que, no momento, ainda há mais perguntas do que respostas sobre a vacina.

“Nós não sabemos ainda com quantas doses a vacina vai funcionar. Será que vai ter a mesma eficácia em jovens, idosos e crianças? Por quanto tempo a pessoa vai ficar imunizada? Essas questões todas têm que ser avaliadas e quanto mais opções nós tivermos de ferramentas, mais chances nós temos de chegar a um produto final”.

Equipes americanas e chinesas também estão na corrida para uma imunização para a Covid-19 com resultados promissores.

Mas para o pesquisador, é fundamental que as instituições públicas do Brasil desenvolvam a vacina com tecnologia própria, para que o país seja capaz de proteger a sua população sem depender de outras patentes, muitas vezes desenvolvidas por empresas privadas.

“Isso é muito importante, porque a vacina para Covid-19 nem existe e já tem briga por ela. Qual a garantia que o Brasil tem, se um laboratório no exterior conseguir produzir, que terá acesso a ela? E em tempo hábil? Então o Brasil ter uma vacina própria, com tecnologia própria, é soberania nacional e independência tecnológica. Hoje, vacina é geopolítica e ciência é poder”, afirma.