terça, 24 de janeiro de 2017
Irritação
“Por que prefeito não usa R$ 1 mi dos fogos para pagar servidores?”, reclama sindicalista
O sindicalista criticou a pretensão do governo municipal de gastar um milhão e duzentos na queima de fogos enquanto os salários estão atrasados
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Reprodução
Souza Júnior, presidente do Sindguardas

Até o início da semana passada, o salário de alguns servidores ainda não havia sido pago. Souza Júnior – presidente do Sindguardas no RN – disse que o sindicato “repudia qualquer atraso de pagamento”, pois não há justificativa. Declaração foi dada em entrevista no “Agora RN Live”, produção do Portal Agora RN, nesta terça-feira (20).

Souza afirmou que é “inadmissível o trabalhador executar suas atividades, especificamente nós que arriscamos nossas vidas na rua, com armamento pesado, dando segurança à população de natal e do Estado como um todo, e terminar o mês sem receber por aquilo que já foi executado”, acrescentou ainda que essa indignação seria normal a qualquer cidadão que trabalhe.

O sindicalista criticou a pretensão do governo municipal de gastar um milhão e duzentos na queima de fogos enquanto os salários estão atrasados. “Por que o prefeito não pega os mais de um milhão que usaria na queima de fogos, junta com outras fatias de dinheiro, e paga os servidores? vai ser assim: POW (sic) cada estourada vai o salário de não sei quantos servidores; POW (sic), mais alguns servidores sem receber”, ironizou.

Para Júnior, as Câmaras Municipais, enquanto fiscalizadoras do Executivo, têm que tomar posições em relação a isso, jurídica, política e administrativamente. “Todos os governos têm o interesse de que categorias fiquem desorganizadas, porque assim eles fariam o que quisessem, por isso há a necessidade de que os trabalhadores se unam em torno das nossas pautas”, declarou o sindicalista.

O presidente do sindicato ressaltou ainda o pouco salário que os guardas recebem. “Não dá para admitir que os guardas municipais, arriscando suas vidas para dar segurança ao munícipe, ganhem em seu vencimento básico um salário mínimo”, desaprovou ele.

Confira a entrevista com Souza Júnior na íntegra: