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Entrevista
Batata diz que não vendeu apoio a Henrique e que ação do MPF/RN “é boa”
Prefeito de Caicó admite ter sido contratado pela Prátika Locações, empresa investigada pela Justiça, mas garante ter prestado serviços legais
José Aldenir / Agora Imagem
Prefeito de Caicó está confiante de que sua inocência será mantida

O prefeito de Caicó, Robson de Araújo (PSDB), garantiu que não vendeu apoio ao ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) quando este havia se candidatado ao governo do Rio Grande do Norte de 2014. A negativa de Batata surge em virtude de denúncia do Ministério Público Federal do RN que apresentou vários nomes de lideranças políticas potiguares que teriam recebido dinheiro ilícito para venderem apoio a Henrique.

De acordo com o órgão, Batata teria recebido ilegalmente R$ 20 mil da empresa Prátika Locações para este fim. O prefeito, por sua vez, confirma ter recebido este montante, mas explica que ele provém de contrato legal de prestação de serviços para locução durante a campanha do ex-ministro. Ainda segundo Batata, a Prátika lhe deve mais R$ 20 mil. Por ver que a empresa não cumpriu sua parte do contrato, o prefeito foi à Justiça.

“Deve haver na Prátika uma relação de pessoas que receberam dinheiro. Se eu fosse receber dinheiro ilegal não seria em conta pessoal, pois no contrato tem minha conta, bem como o saldo bancário. Resolvemos entrar na Justiça quando percebemos que a Prátika estava relutante em cumprir o acordo”, disse Batata, em entrevista concedida ao Agora RN Live.

O número do processo de Batata contra a Prátika na Justiça é 0101196-47.2015.8.20.0101. Além dos R$ 20 mil restantes, ele ainda pede mais R$ 10 mil em danos morais. “É bom que surja esse momento para que o MPF até nos ajude, pois tenho essa conta a receber. Infelizmente fui enganado pela Prátika e estou na Justiça há dois anos tentando receber o que me é devido”.

Confira o restante da entrevista: