Vacinação contra a gripe termina nesta semana no Rio Grande do Norte
Ministério da Saúde estima que ainda faltam 21 milhões de pessoas a serem vacinadas. Até 19 de maio, foram registrados 1.678 casos de influenza, com 280 óbitos
José Aldenir / Agora Imagens
Foram aplicadas 589.267 doses da vacina no Rio Grande do Norte

A uma semana para encerrar a campanha de vacinação contra a gripe, ainda faltam 21 milhões de pessoas a serem vacinadas. Balanço publicado nesta sexta-feira (24), pelo Ministério da Saúde, mostra que mais de 60% das pessoas que fazem parte do público-alvo, tomou a vacina. A população tem até o próximo dia 1º de junho para tomar a dose em um dos postos de vacinação de todo o país. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas até o final da campanha.

“É muito importante que as pessoas consideradas do grupo-prioritário procurem os postos para se protegerem contra a gripe. A vacina é a medida mais eficaz para evitar a doença e garante proteção às pessoas com mais risco de desenvolverem a forma grave da doença”, ressaltou a coordenadora-substituta do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, Ana Goretti.

Até 24 de maio foram vacinadas 33,3 milhões de pessoas contra a gripe. Este total considera todo o público estimado, englobando pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas –, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. Dessas, 27 milhões são idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto).

O público com maior cobertura da vacina contra a gripe, até o momento, é de puérperas, com 74,2%, seguido pelos idosos (71%), trabalhadores da saúde (67,8%) e professores (67,7%). Entre os indígenas, a cobertura de vacinação ficou em 53,5% e gestantes 51,8%. O grupo com menor índice de vacinação foram as crianças, entre seis meses e cinco anos, a cobertura é de apenas 46%.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

CASOS DE GRIPE NO BRASIL

O último boletim de influenza do Ministério da Saúde aponta que, até 19 de maio, foram registrados 1.678 casos de influenza em todo o país, com 280 óbitos. Do total, 1.022 casos e 178 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 329 casos e 52 óbitos. Além disso, foram 184 registros de influenza B, com 22 óbitos e os outros 143 de influenza A não subtipado, com 28 óbitos.