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Estrutura com problemas
DNOCS libera R$ 1,3 milhão para obras no açude Gargalheiras
Serão realizadas obras de recuperação do maciço de concreto e galeria de acesso à torre da tomada d’agua e reparos em fissuras da galeria de inspeção e área externa da barragem
Açude Gargalheiras - Foto Canindé Soares
Canindé Soares
Inaugurado em 1959, açude está com volume baixo de água

O Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) confirmou nesta sexta-feira, 22, ao deputado Walter Alves (PMDB) o empenho de quase R$ 1,3 milhão para obras de recuperação no açude Gargalheiras, em Acari.

“Nosso mandato trabalha reivindicando a liberação de recursos para recuperação dos principais reservatórios do Rio Grande do Norte. Já conseguimos viabilizar obras nos açudes Sabugi, Mendubim, barragem Armando Ribeiro Gonçalves e, agora, tivemos a confirmação dos recursos para as obras no Gargalheiras. Fico feliz com o resultado do nosso trabalho”, disse o peemedebista.

Um relatório divulgado em outubro pela Agência Nacional de Águas (ANA) apontou que o país tem 25 reservatórios com sérios problemas estruturais. O Gargalheiras – assim como o Passagem de Traíras, em Jardim do Seridó –, faz parte da lista.

A empresa responsável pelas obras no açude será a Gaid Contruções LTDA. De acordo com o DNOCS, a recuperação deve ser iniciada em janeiro de 2018. O valor total empenhado é de R$ 1.297.681,79.

Os recursos serão aplicados nas obras civis públicas de recuperação do maciço de concreto e galeria de acesso à torre da tomada d’agua. Além disso, serão efetuados reparos em fissuras da galeria de inspeção e área externa da barragem. O montante também será utilizado na compra de materiais, instalações elétricas, como a iluminação interna da galeria e externa da barragem, pavimentação, pinturas, estruturantes da barragem, além de recuperação dos equipamentos hidromecânicos.

GARGALHEIRAS
O açude Gargalheiras faz parte da Bacia Piranhas/Assu e foi construído em 1959. Possui área total de 805,67 ha e capacidade máxima de 44.421.480,38 m³ de água. Porém, devido à forte estiagem, a última medição feita pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), no último dia 13 de outubro, apontou que o açude estava com apenas 3.894,00 m³ de água.