sábado, 21 de janeiro de 2017
Indignação
Luiz Almir se revolta com indenização a famílias dos presos mortos em Manaus
Vereador criticou a segurança do país: 'criminosos andam livremente pelas ruas; mas os inocentes se vêem obrigados a se trancarem em casa'
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Reprodução / Autor desconhecido
Vereador Luiz Almir (PR)

O vereador Luiz Almir (PR) se mostrou revoltado com o fato de que o governo do Amazonas terá de indenizar a família de presidiários mortos durante a chacina do Complexo Prisional Anísio Jobim. A Defensoria Pública Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC) prevê uma indenização mínima de R$ 10 mil, montante que, de acordo com o parlamentar, deveria ser empregado para compensar as famílias prejudicadas pelas ações dos criminosos.

“Lá foi ladrão matando ladrão, mas o pessoal dos Direitos Humanos quer que as famílias dos presos que morreram recebam indenização. A família do preso Rafael Moreira Silva vai ser indenizada com 90 mil, mas a família do senhor que ele matou enquanto ia saindo de uma igreja não recebeu nem um centavo para pagar o caixão dele. Teve outro que aliciou menores e estuprou as mulheres, e essas não receberam nada, mas a família do assassino morto vai receber R$ 90 mil porque o ‘bichinho’ morreu”, criticou o vereador.

Luiz Almir ainda criticou a segurança do país, afirmando que no Brasil as posições são invertidas: os criminosos andam livremente pelas ruas; mas os inocentes se vêem obrigados a se trancarem em casa. “No Brasil morrem 166 pessoas por dia, vítimas de bandidos. Transformaram os presos em [beneficiários] dos Direitos Humanos, e nós, que devíamos merecer isso, nos transformamos nos presos, porque a maior prisão é a nossa, trancados em casa, rodeados por cercas elétricas. E aí, com esses bandidos se matando, é a população quem paga. As pessoas que não têm como andar de ônibus, que não têm condições de trabalhar, essas pessoas é que deveriam ser indenizadas”, lamentou.

Os acordos extrajudiciais com as famílias dos presidiários assassinados têm sido intermediados pela Defensoria Pública do Amazonas (DEP-AM) desde a última quinta-feira (5).