Publicidade
Gestão
Informal e transparente, Fátima Bezerra inaugura seu estilo de governar no RN
Sem muita diferença da senadora que largou quatro anos de mandato no Senado, única governadora mulher do Brasil quer uma equipe “de mãos dadas”
José Aldenir / Agora RN
Fátima durante posse dos auxiliares da administração indireta

Ao dar posse a cinco colaboradores da administração indireta, na última quarta-feira, Fátima Bezerra mostrou um pouco do seu estilo em solenidades públicas, não mais como parlamentar, mas como governadora.

Setenta minutos depois do horário marcado no convite, Fátima entrou no acanhado auditório da Governadoria. O espaço já foi usado em solenidades menos agradáveis, como, por exemplo, o anúncio, em janeiro de 2018, do pacote fiscal do governo Robinson, que jamais se concretizaria.

E a governadora entrou mais Fátima do que nunca: jeans, blusa branca estampada e sapatilhas pretas – modelito muito diferente do que provavelmente teriam escolhido para uma posse Rosalba ou Wilma.

Com o semblante risonho, ela só não foi diferente das antecessoras no hábito de conversar e tirar selfies no caminho de um palanque ou mesa de autoridades.

Com viagem marcada para o Rio de Janeiro naquela tarde de quinta-feira, a governadora era o retrato de alívio.

Experiente do trato de assuntos sindicais, ela manteve-se fiel ao estilo “manter viva a esperança” e jogar para a plateia com declarações arriscadas como: “todo o centavo que entrar cofre será usado para pagar os servidores em atraso”.

Pouco antes, o desembargador Expedito Ferreira derrubara a liminar que impedia o estado de antecipar royalties da Petrobras.

Para quem estava ilhada por problemas fiscais e financeiros, uma luz no fim do túnel acabava de aparecer.

Esse estado de contentamento se refletiu no tom do seu discurso, que mencionou os problemas de caixa do governo, mas terminou exaltando os colaboradores escolhidos por ela para a jornada de quatro anos pela frente.

Uma vez no centro da mesa de autoridades – que já recebeu o curioso nome de “dispositivo”, mas que não foi usado na ocasião -, Fátima foi um pouco Wilma e um pouco Rosalba até no hábito de corrigir o cerimonial, que havia se demorado em citar a presença de s nomes ligados à movimentos sociais. Isso causou efeito imediato na plateia.

No caso da 56ª governadora eleita dos potiguares – única mulher do Brasil a ocupar esse cargo e a terceira de uma história iniciada em 1889 com Pedro Maranhão – só uma tradição se manteve de inabalável na comparação com as únicas antecessoras Rosalba Ciarlini (2011-2015) e Wilma de Faria (2003/ 2007 e 2007/2010) – o atraso.

Publicidade
Publicidade