terça, 30 de maio de 2017
Despedida
Cláudio Santos se despede da presidência do TJ e diz que quebrou “paradigma cultural”
Desembargador disse que demonstrou ser possível “fazer mais com menos” e que deixa gestão com R$ 560 milhões em caixa
Reprodução / Autor desconhecido
Claudio Santos, ex-presidente do TJ-RN

Na despedida de sua gestão como presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o desembargador Cláudio Santos falou à imprensa e disse que conseguiu quebrar um “paradigma cultural” do poder judiciário em economizar recursos oriundo dos tributos da população.

Segundo Cláudio Santos, a cobrança social para que o judiciário economize mais vai continuar, e repetiu que os magistrados não devem ser uma “casta privilegiada”.

“Não fiz tudo o que eu queria, mas fiz uma grande parte. Quebrei um paradigma cultural do poder público brasileiro no sentido de se fazer mais com menos. Demonstrei que é possível fazer uma justiça mais adequada às possibilidades dos tributos que todo cidadão do rio grande do norte paga, e isso é significativo. A sociedade, daqui para frente, vai cobrar uma postura de economia. Nós não somos uma ilha, não somos uma casta privilegiada dentro de um estado de penúria que é o Rio Grande do Norte”, disse o ex-presidente.

O desembargador também falou sobre as dificuldades de outros setores do estado e se orgulha em ter deixado cerca de R$ 560 milhões nos cofres do TJ. “Os poderes públicos, principalmente o setor de segurança e saúde, vivem com enorme dificuldades, e o TJ com cerca de 560 milhões em caixa, mais 20 milhões que deu ao Executivo para fazer uma penitenciária, mais 7,5 milhões que deu à Polícia Militar, demonstra que é possível fazer justiça com menos, dentro das possibilidades da população do RN. Esse é que é o grande tom da minha administração”, declarou.