Eleições 2018
Candidata do PSTU à presidência faz ao povo “um chamado à rebelião”
Vera Lúcia Salgado, cientista social, que antes foi sapateira e operária, destaca que, para fazer uma revolução, é necessário a rebelião
Assessoria de Comunicação
Vera Lúcia diz que o Brasil precisa de uma revolução

Com um chamado à rebelião, a socióloga Vera Lúcia Salgado – candidata à presidência da República pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) – iniciou sua campanha rumo ao Palácio do Planalto em terras potiguares. Ela garantiu que, se eleita, não vai destinar recursos públicos à iniciativa privada, nem pagar a dívida pública e vai bloquear a remessa de lucros das multinacionais aos seus países de origem.

Para Vera Lúcia Salgado, pode parecer absurdo, mas é exatamente o que o Brasil precisa fazer para ganhar o respeito do mundo. “O Brasil tem 16 milhões de pessoas passando fome e 27 milhões desempregados. Por isso é necessário fazermos uma rebelião, para, em seguida, chegarmos à revolução – a uma mudança geral. Não podemos esquecer que temos 6 milhões de brasileiros sem ter onde morar. O Brasil precisa de um governo para essas pessoas, ao invés de governar para três dezenas de bilionários”, detalha a candidata.

Em entrevista ao programa Cidade Agora, apresentado pelo jornalista Alex Viana, na 94FM, Vera Lúcia Salgado – que antes de se formar em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe, foi sapateira e operária – disse que o descaso das autoridades brasileiras no setor de saúde é tão grande que doenças outrora erradicadas estão voltando. “É inconcebível a volta do sarampo e poliomielite. Outras doenças, como a dengue, estão voltando a se multiplicar. Pior é o governo destinar parte do orçamento à saúde para entidades privadas. É um absurdo”, critica Vera Lúcia Salgado.

Dados apresentados pela candidata mostram que o Brasil gasta 40% do orçamento com o pagamento da dívida pública. Vera Lúcia Salgado disse, ainda, que o País – com a reforma trabalhista – acelerou a terceirização do emprego, de forma que a situação está cada vez mais precária. Para ela, o Brasil hoje é um país sem perspectiva, tem que dar a volta por cima e ser o exemplo para a América Latina. “A revolução socialista precisa acontecer para haver mudança, ou seja, fazer a riqueza produzida ser distribuída”, destaca Vera Lúcia Salgado, que durante a campanha na televisão terá seis segundos por cada inserção.

Quando questionada sobre os outros partidos, Vera Lúcia Salgado observou que o PT conseguiu se igualar aos demais, que, na sua ótica, significa um acordo com o sistema financeiro, ao ponto de receber elogios de ex-presidentes norte-americanos. Já os partidos considerados – por ela – tradicionais, como PSDB, DEM e MDB, entre outras dezenas, são apenas grupos políticos que querem se manter no poder promovendo a desigualdade social.