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Caso F. Gomes
Justiça nega habeas corpus para acusado de participar da morte de radialista
Defesa do advogado acusado alegou que ele não apresenta ameaça concreta para uma testemunha, e que houve fundamentação incorreta de sua prisão preventiva
Arquivo pessoal
Radialista F. Gomes foi morto em 2010

A Justiça do Rio Grande do Norte negou o habeas corpus para o advogado Rivaldo Dantas de Farias, acusado de ser um dos mandantes do assassinato do radialista Francisco Gomes de Medeiros, conhecido como F. Gomes, executado em 2010, no município de Caicó.

Rivaldo foi preso preventivamente em abril deste ano. Sua defesa, nesta tentativa de habeas corpus, alegou que ele não apresenta ameaça concreta para uma testemunha, e que houve fundamentação incorreta de sua prisão preventiva.

De acordo com o Tribunal de Justiça do RN (TJRN), Rivaldo chegou a coagir, nos últimos dias, a advogada que acompanhou o interrogatório extrajudicial de um corréu. Isso motivou aos desembargadores da Câmara Criminal do TJ a negarem o pedido.

Segundo o Ministério Público (MP), a morte de F. Gomes foi encomendada por um ‘consórcio’ de pessoas que se uniram contra ele. Inicialmente, foram denunciados o mototaxista João Francisco dos Santos, mais conhecido como ‘Dão’, o comerciante Lailson Lopes, o ex-pastor Gilson Neudo, o advogado Rivaldo Dantas de Farias, o tenente-coronel da Polícia Militar Marcos Antônio de Jesus Moreira e o soldado da PM Evandro Medeiros. Estes dois últimos, porém, não foram pronunciados e, consequentemente, acabaram excluídos do processo.

O advogado Rivaldo Dantas de Farias foi igualmente sentenciado a ir para o banco dos réus, mas até a prisão em abril aguardava em liberdade a Justiça definir uma data para o júri popular.

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