Reivindicação
Entidades cobram cursos de capacitação e instrução para policiais civis
Segundo o documento, o Rio Grande do Norte é um dos poucos estados do País que não dispõe de um estande de tiros para que os policiais treinem
José Aldenir/Agora Imagens
Polícia Civil em ação

O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança (Sinpol-RN), a Associação dos Delegados de Polícia Civil (Adepol/RN) e a Associação dos Escrivães (Assesp) enviaram um ofício à secretária estadual de Segurança Pública, delegada Sheila Freitas, e à delegada-geral, Adriana Shirley, cobrando medidas no sentido de aprimorar o treinamento dos homens e mulheres que compõem a Polícia Civil do RN.

A primeira providência solicitada no ofício é exatamente a realização de cursos permanentes com vagas para todos os policiais. No conteúdo dos cursos, haveria temas como capacitação e atualização em instruções de tiro, armamento e abordagem policial, técnicas de negociação e gerenciamento de crise, atualização das práticas investigativas e tático-operacionais, além de técnicas sobrevivência policial. O ofício solicita inclusive que as vagas sejam disponibilizadas àqueles que estão exercendo mandato nas associações e no sindicato.

Uma outra providência diz respeito ao simulador de tiro inaugurado em dezembro de 2013 e que está desativado há três anos. O equipamento foi adquirido por um milhão de reais através de um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Uma das providências solicitadas no ofício revela uma grande dificuldade na capacitação habitual e permanente oferecida aos policiais. Segundo o documento, o Rio Grande do Norte é um dos poucos estados do País que não dispõe de um estande de tiros para que os policiais treinem. No documento, as associações e o sindicato solicitam que a Sesed providencie a construção urgente do equipamento.

As entidades cobram a criação de um Gabinete de Gerenciamento de Crise composto por policiais civis coordenado por um delegado que ficará no comandando ações de inteligência e diligências assim que um crime contra um agente de segurança for cometido. O documento foi protocolado nesta segunda-feira (9).