Ameaça
Petroleiros preparam nova greve e dizem que podem ‘parar o Brasil’
Em reunião na manhã desta terça, 12, em Curitiba, a Federação Única dos Petroleiros alertou que greve deste ano, já aprovada em assembleias, pretende reproduzir paralisação de 95
Fábio Motta/ Estadão
Manifestantes em frente ao edifício sede da Petrobras, no centro do Rio, durante paralisação de maio

Após suspenderem uma paralisação de 72 horas, depois que Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou a greve abusiva e determinou multa diária de R$ 1 milhão em caso de continuidade, os petroleiros ameaçam retomar o movimento, agora por tempo indeterminado.

Em reunião na manhã desta terça-feira, 12, em Curitiba (PR), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) alertou que a greve deste ano, já aprovada em assembleias, pretende reproduzir a paralisação de 1995, a maior greve da categoria, que durou cerca de um mês e trouxe problemas ao abastecimento de combustíveis do País, além de demissões e outras punições aos grevistas.

Na reunião desta terça, dirigentes da FUP ressaltaram que a greve visa interromper o que eles classificam como “desmonte da Petrobrás”, que tem um plano de US$ 21 bilhões de desinvestimentos.

Entre os ativos anunciados à venda estão quatro refinarias da estatal, cujos trabalhadores poderão ser demitidos, segundo a FUP.

Entre outras palavras de ordem, os petroleiros afirmaram na reunião que se houver greve de fato, param o Brasil, como ocorreu recentemente na greve dos caminhoneiros.

No final do mês passado, os petroleiros cruzaram os braços, justamente na semana em que os caminhoneiros organizaram a greve que culminou em uma crise sem precedentes de abastecimento no Brasil.

A exemplo dos empregados da Eletrobrás, os petroleiros também se viram obrigados a suspender a manifestação por força da Justiça. O TST considerou a greve abusiva e determinou multa diária de R$ 1 milhão em caso de continuidade.