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Crise do óleo: Marinha diz que situação foi estabilizada e deve desmobilizar equipes
Monitoramento feito pelo Ibama, porém, aponta que o número de localidades atingidas continua subindo. Balanço da última semana contabilizou 806 locais, espalhados pelos nove Estados do Nordeste, além do Espírito Santo e Rio de Janeiro
José Aldenir
Manchas atingiram ao menos 126 municípios de todos os nove Estados do Nordeste, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro

A Marinha informou na última sexta-feira, 29, que considera estabilizada a crise pelo avanço do óleo sobre o litoral brasileiro e deve enviar de volta ao Rio de Janeiro, a partir de 20 de dezembro, tropas que reforçam o combate ao desastre ambiental.

“Basicamente o que toca a praia hoje são vestígios (das manchas de óleo). A quantidade é pequena. O que nos leva a falar que estamos vivendo período de estabilização”, disse coordenador operacional do grupo de acompanhamento e avaliação da Marinha, almirante Marcelo Francisco Campos.

O monitoramento feito pelo Ibama, porém, aponta que o número de localidades atingidas continua subindo. o último balanço indicou que já são 803. Ao todo, 126 municípios de todos os nove Estados do Nordeste, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto.

Em 20 de dezembro começará a segunda fase da Operação Amazônia Azul, com foco em ações de manutenção e controle, conduzidas por equipes locais da Marinha e agentes de Estados e municípios. As equipes do Rio, no entanto, devem seguir em alerta

“Diria que situação hoje é controlada, maior parte das áreas atingidas hoje estão limpas. E quantidade de óleo que tem aparecido, é cada vez menor”, afirmou o Campos.

Com a decisão, devem retornar ao Rio os dois maiores navios da Marinha: o Bahia e o Atlântico.

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