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Pânico
Ataques criminosos “incendeiam” cidade de Fortaleza; clima é de terror
Cerca de 20 ataques a veículos, sendo 16 deles contra transportes públicos, e 4 contra carros de empresas, segundo registros da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS)
Divulgação
Ataques em Fortaleza

Uma série de ataques criminosos vem deixando a cidade de Fortaleza (CE), e sua região metropolitana, em terror nesses últimos dias. Cerca de 20 ataques a veículos, sendo 16 deles contra transportes públicos, e 4 contra carros de empresas, segundo registros da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará, levaram escolas e universidades a cancelaram suas aulas e empresas a liberaram seus funcionários mais cedo.

Apesar da secretaria ainda não ter confirmado as motivações dos ataques, informações preliminares de veículos de comunicações locais apontam que as ações estão ligadas a questões geradas dentro do Sistema Penitenciário e ao desentendimento entre as facções do Comando Vermelho (CV) e da Guardiões do Estado (GDE), antes aliadas.

Após começarem a brigar, a polícia penitenciária decidiu transferir alguns presos de ambos os grupos à outras prisões. Porém, as penitenciárias para onde foram transferidos estariam ocupadas por detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), maior rival das outras facções, desencadeado insatisfações em todos os lados. No último domingo, um preso foi espancado em um presídio e a ação foi filmada.

Em uma carta recolhida pela Polícia Militar do Ceará, em um dos locais onde um ônibus foi queimado, o texto supostamente escrito pelos autores do incêndio, faz ameaças, e cita mudanças em presídios.

“Aviso para o governo corrupto se mexer com as unidades prisionais igual estao fazendo iremos (sic) para o estado do ceara e esplodir (sic) a secretaria de segurança e aquele aviso na assembleia legislativa do carro bomba vamos fazer valer dessa vez, governo corrupto parem agora ou o ceara vai viver um mes (sic) de terror atentados e explosoes nos predios públicos (sic)”, diz trecho de uma das cartas que é assinada pela facção Guardiões do Estado.

Em outra carta, também recolhida pela PM e assinada pelo GDE, o texto reivindica “espaço dentro do sistema”, e denuncia que “nem lugar pra dormir nem andar nos tem (sic)”.

De acordo com a SSPDS, o presídio CPPL II, que tem capacidade para 916 presos, agrega atualmente cerca de 1,8 mil. Com os atuais ataques, subiu para 48 o número de veículos de transporte coletivo incendiados no estado desde 2014, excluindo atos de protestos, segundo levantamento realizado pelo jornal O Povo.