Tailândia
Vídeo mostra meninos tailandeses sedados e em macas durante retirada de caverna
Macas, roldanas e cordas foram utilizadas pelas equipes de mergulhadores; crianças agora estão em ala isolada de hospital e em bom estado de saúde
Resgatistas trabalham no complexo de cavernas de Tham Luang, no norte da províncipa de Chiang Rai, na Tailândia. Foto: THAI NAVY SEAL/via REUTERS
THAI NAVY SEAL/via REUTERS
Resgatistas trabalham no complexo de cavernas de Tham Luang, no norte da províncipa de Chiang Rai, na Tailândia

A unidade SEAL da Marinha tailandesa divulgou nesta quarta-feira, 11, um vídeo com detalhes do resgate dos meninos tailandeses e seu técnico de futebol, que ficaram 17 dias presos em uma caverna inundada no norte da província de Chiang Rai. As imagens mostram alguns dos garotos em macas, aparentemente sedados e usando equipamentos de mergulho.

O vídeo foi postado na página do Facebook da unidade e horas mais tarde apagado. As imagens também exibiam muitos mergulhadores, tanto tailandeses como estrangeiros, utilizando cordas, roldanas e tubos de plástico durante a retirada do grupo de dentro do complexo subterrâneo de Tham Luang.

Mais cedo nesta quarta-feira, um dos socorristas, um fuzileiro da Marinha da Tailândia, afirmou que alguns dos meninos estavam “adormecidos” durante o procedimento de retirada da caverna. Esses são os primeiros detalhes revelados sobre a complexa operação de resgate.

“Alguns deles estavam adormecidos, outros moviam os dedos, (como se estivessem) ‘grogues’. Mas respiravam”, explicou o comandante Chaiyananta Peeranarong, que foi o último socorrista a deixar a caverna após o resgate dos meninos, com entre 11 e 16 anos, e seu treinador de futebol, de 25 anos.

A operação, iniciada no domingo 8, terminou na terça-feira 10, quando quatro garotos e o técnico foram retirados da caverna. As crianças foram colocadas em quarentena no hospital de Chiang Rai, junto com os outros oito meninos que já haviam sido retirados da caverna. Eles estão em bom estado físico e mental, segundo as autoridades médicas locais. / AFP