quarta, 29 de março de 2017
Aprovado
Testamos: celular da Xiaomi se destaca por não ter bordas; confira
Tudo no Mi Mix é impressionante, a começar pela tela gigante e sem bordas, claro, com a bizarra resolução de 2040x1080, que é totalmente fora de qualquer padrão
Foto: Renato Santino / Olhar Digital
Renato Santino / Olhar Digital
Imagem mostra o aparelho

Quando chegou ao Brasil, a Xiaomi era só promessas, e a maioria delas não chegou perto de se concretizar, fazendo a empresa praticamente abandonar o nosso mercado. Ao testar o recém-lançado Mi Mix na CES, minha única reação e lembrar e lamentar que o experimento da empresa no pais tenha sido um fracasso, e que jamais veremos o modelo no nosso mercado.

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Se você não teve a oportunidade de acompanhar as noticias dos últimos meses, o Xiaomi Mi Mix se destaca por praticamente não ter bordas ao redor do display, permitindo que o painel seja gigantesco sem que isso implique em um celular gigante e impossível de segurar.

A empresa se aproveitou deste conceito para colocar, de fato, uma tela enorme de 6,4 polegadas no aparelho. Tal tamanho transformaria qualquer celular comum em um tablet com chip celular, mas o design diferenciado da Xiaomi faz com que o smartphone ainda seja usável.

Tudo no Mi Mix é impressionante, a começar pela tela gigante e sem bordas, claro, com a  bizarra resolução de 2040×1080, que é totalmente fora de qualquer padrão. As especificações também são de respeito, trazendo um processador Snapdragon 821. O chipset já não é mais o mais poderoso da Qualcomm, mas como ainda não há nenhum modelo no planeta fazendo uso da tecnologia do Snadragon 835, o Mi Mix ainda é o que há de mais potente no momento, aproveitando também seus 6 GB de memória RAM. O fato de ser gigante também lhe proporciona uma bateria enorme de 4.400 mAh.

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Segurar o celular é uma experiência diferente de qualquer outro aparelho que eu tive a oportunidade de conhecer de perto. É como se a Xiaomi estivesse dizendo ao público: “vocês nos acusaram de copiar os outros esse tempo todo? Então toma essa!”, porque com certeza não há nada que se assemelhe no mercado neste momento

Uma dúvida que eu ouvi sobre o aparelho é se ele passa a sensação de ser muito frágil. Na verdade, não muito. Como o painel não se curva ao redor das laterais, como faz o Galaxy S7 Edge, eu não senti muita diferença entre o celular e um aparelho comum em termos de sensação de fragilidade. Também não senti como se as palmas das minhas mãos interferissem demais com a usabilidade, como acontece também com o S7 Edge. As bordas servem como um escudo de hardware contra toques indesejados, e quando você as remove, só restam ajustes de software para “rejeitar” a palma da mão do usuário. No entanto, pelo fato de o celular ser tão grande, você é praticamente forçado a usá-lo com duas mãos, o que reduz significativamente os toques indesejados.

A câmera também é um destaque à parte, e o fato de o aparelho quase não ter bordas ao redor da tela cria um efeito curioso. Ao apontar a câmera para um objeto, o efeito é como se o celular se tornasse transparente na sua mão, o que só é possível graças à combinação do design peculiar do celular com a câmera de alta qualidade e velocidade, que tem pouco atraso entre o que acontece no mundo real e o que é capturado pelas lentes. Nos nosso breves testes,  o sensor de 16 megapixels se mostrou amplamente satisfatório, apoiado pela abertura de lente de f/2.0.

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No fim das contas, o Mi Mix é um daqueles celulares loucos que deveriam surgir com mais frequência. Ele pode ser um fracasso de vendas, mas é sempre legal ver gente apostando em coisas novas que fujam do tradicional retângulo de vidro que virou padrão no mercado. E, novamente, é uma pena que jamais o veremos à venda no Brasil.