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Cômodo e útil
Aplicativos funcionais colocam serviços na palma da mão
Ao longo dos últimos anos, as empresas vem conquistando a confiança do público, operando por meio de aplicativos que oferecem os mais variados serviços
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Imagem ilustrativa

Apesar da popularidade de aplicativos de entretenimento, as ferramentas funcionais estão se destacando a cada dia. Ir ao banco, para realizar transações financeiras, ou fazer uma ligação, para pedir comida ou um táxi, são atividades cada vez mais fora da realidade, já que os serviços estão literalmente na palma da mão. Ao longo dos últimos anos, as empresas que operam serviços por meio de aplicativos mostraram eficiência e conquistaram público fiel.

Prova disso é que o Congresso Nacional recebeu 825 mil assinaturas contra o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 28/2017 que propõe regulamentação de aplicativos de transporte individual de passageiros – como Uber, Cabify e 99. Nesta semana, a matéria foi aprovada no Senado, mas algumas exigências foram derrubadas. O texto original propunha que os carros deveriam ter placa vermelha e estar no nome do motorista cadastrado no aplicativo; as duas exigências caíram.

Segundo a Uber, 17 milhões de pessoas utilizam o aplicativo no Brasil e o País tem 500 mil motoristas parceiros. A advogada Jéssica Alves, de 23 anos, é uma das usuárias destes seviços. “Não consigo lembrar da minha vida antes desses aplicativos. Consegui fugir completamente de ônibus e táxi. Eu vou e volto do meu trabalho solicitando corrida por eles”, conta Jéssica.

Colocando os gastos na ponta do lápis, Jéssica paga por mês nas corridas apenas R$ 100 a mais do que gastaria com ônibus. “Se eu usasse um carro, o valor seria muito maior, por causa do preço da gasolina e manutenção. Pela comodidade e o valor, os aplicativos são muito melhores. Hoje eles são fundamentais na minha vida”, avalia a advogada.

Funcionalidades

Além dos aplicativos de mobilidade, Jéssica também utiliza ferramentas para pedir comida e realizar transações financeiras. “Eu não sei o que faria sem o aplicativo do banco. Não tenho tempo para perder tempo em filas”, afirma.

A estudante de psicologia Débora Marques, de 23 anos, também usa o aplicativo disponibilizado pelo banco, com o qual ela consegue fazer transferências e checar o extrato da conta. “Só vou a banco quando é extremamente necessário”, diz a estudante.

Débora também usa um aplicativo de controle de finanças. Como a ferramenta fica sincronizada com sua conta bancária, todos os gastos feitos usando o cartão nas funções débito e crédito são automaticamente registrados no aplicativo. “Eu também consigo estabelecer metas. Quando quero fazer uma viagem, programo quando preciso economizar em determinado tempo. O próprio aplicativo divide a quantia por mês e me avisa se consegui bater a meta ou não”, conta.

Controlando consignados

Este também é o caso do servidor público Renato Araujo, que utiliza aplicativo para acompanhar o crédito consignado que solicitou há poucos meses. A ferramenta está disponível para servidores do Estado do Rio Grande do Norte. “Tornou-se uma solução eficiente em dias corridos. É um facilitador de tarefas, um aplicativo muito bom”. Com o serviço, Renato consegue acompanhar solicitações, posição financeira, margem consignável, entre outras opções.

O economista e mestre em finanças Marcus Antônio Teodoro Batista afirma que estas ferramentas estarão ainda mais inseridas na sociedade em pouco tempo. Por isso, mesmo as pessoas que tenham dificuldade com tecnologias, é necessário aprender o mínimo. “Geralmente as empresas disponibilizam aplicativos didáticos, limpos e fáceis de entender, já pensando que muitas pessoas podem ter dificuldade em lidar com as finanças”, lembra o economista.

Texto: Karla Araújo.