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Números
Sem Neymar, seleção brasileira tem aproveitamento de pontos 10% menor
Equipe vai para disputa da Copa América com a missão de amenizar a dependência pelo talento do atacante
Pedro Martins / Mowa Press
Seleção Brasileira vai jogar sem Neymar

A seleção brasileira vai estrear na Copa América na próxima sexta-feira, diante da Bolívia, no Morumbi, sem contar com o principal jogador, Neymar, e com a responsabilidade de desafiar a queda de rendimento que geralmente apresenta quando ele não está em campo. Desde a estreia do camisa 10 pela equipe, há quase nove anos, o Brasil disputou 123 partidas e obteve um aproveitamento de pontos 10% menor na comparação entre partidas com e sem a participação dele.

O chamado “fator Neymar” representa um diferencial considerável na história recente da seleção brasileira principal. A partir da estreia dele com a camisa amarela, em agosto de 2010, contra os Estados Unidos, o Brasil conquistou 76% de aproveitamento dos pontos. Já no recorte comparativo entre as partidas com e sem a presença dele a importância do jogador fica mais evidente.

Quando Neymar participou dos jogos, a seleção brasileira alcançou 78% de aproveitamento. Sem ele, o rendimento reduz 10% e vai para 68%. A dependência do talento do Neymar desafia o técnico Tite na montagem da equipe para a Copa América. Com o principal jogador fora da equipe por estar em recuperação de lesão no tornozelo direito, além de problemas com uma denúncia por estupro, será preciso o Brasil se reinventar.

Para o técnico Tite, a dificuldade em suprir a ausência de Neymar não assusta. “Uma equipe campeã se constrói durante a competição, ela aprende durante a competição, passa por adversidades, se confirma durante a competição, a cada passo, a cada jogo”, explicou o treinador no domingo, após o Brasil golear Honduras por 7 a 0 sem contar com Neymar.

O camisa 10 tem um currículo de poucas derrotas com a camisa da seleção brasileira. Neymar só perdeu duas vezes em jogos oficiais pela equipe: para a Colômbia, na Copa América de 2015, e na eliminação diante da Bélgica na última Copa do Mundo. Dentro do Brasil, a seleção jamais sofreu uma derrota quando escalou o atacante.

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