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América
Ex-presidente acusa atual diretoria de forçar estreia de estádio: “Obra inacabada”
Depois de dois adiamentos, o primeiro jogo está agendado para o dia 22 de setembro e vai reunir amigos de Souza e de Moura, dois grandes ídolos da história americana
Rodrigo Sena
Pelo Twitter, Emídio também cobrou mudança no estatuto do clube por eleições diretas

O ex-presidente do América, Clóvis Emídio, utilizou as redes sociais para criticar a pressa dos atuais dirigentes rubros com a inauguração do Estádio Desembargador José Vasconcelos da Rocha, apelidado desde o início de seu projeto de “Arena América”. Depois de dois adiamentos, o primeiro jogo está agendado para o dia 22 de setembro e vai reunir amigos de Souza e de Moura, dois grandes ídolos da história americana.

Para Emídio, a inauguração da estrutura, neste momento, será um erro, uma vez que, na visão dele, a obra está longe de ser concluída. Pelo Twitter, o ex-dirigente acusou o atual presidente do clube, Eduardo Rocha, de forçar a inauguração do estádio para impor o nome do seu pai, José Rocha – atual presidente do Conselho Deliberativo – na arena.

“Melhor que não tivéssemos que pagar o mico de inaugurar o pedaço de uma arena, apenas para impor o nome de alguém nela. Por que não inaugurar quando aprontassem os camarotes? Afinal, foi o nosso dinheiro que deu lastro a isso”, escreveu Clóvis, relembrando que todas as ações realizadas até agora na Arena América foram viabilizadas com recursos de torcedores e futuros proprietários de camarotes.

Com o clube estando há quatro temporadas consecutivas na Série D do Campeonato Brasileiro (última divisão nacional), Emídio disse que o América precisa passar por um processo de “democratização”, além de “renovar” e “rejuvenescer” seus mandatários caso queira dar a voltar por cima. Para ele, o sistema atual da gestão rubra está ultrapassado, necessitando inclusive da implantação das eleições diretas.

“Não resta outra alternativa, para clubes do tamanho do nosso América, que não seja democratizar, renovar, rejuvenescer seus dirigentes. Chega de pensamento retrógrado! Eleições diretas já!”, cobrou o ex-presidente, endossando uma reivindicação antiga da torcida americana. “Por que será que os cardeais tem medo de encarar eleição com a participação direta do sócio?”, questionou.

Clóvis Emídio foi vice-presidente do América durante o mandato de José Maria Figueiredo, em 2009. No entanto, com a renúncia do então presidente, assumiu a principal cadeira administrativa do clube, permanecendo por um ano. Em 2011, deixou o cargo. De lá pra cá, o América teve três presidentes distintos: os empresários Alex Padang e Beto Santos, além do atual, o advogado Eduardo Rocha. Em outubro haverá eleição para definir a nova diretoria.

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