Publicidade
Opinião
Coluna de Rodrigo Ferreira: Neymar e a polêmica do suposto estupro
Confira os destaques da Coluna de Rodrigo Ferreira, publicada na edição n° 6 do jornal Agora Parnamirim, de 10/06/2019
Thibault Camus / AP
Jogador Neymar

Esta semana talvez tenha sido uma das piores na carreira do atacante Neymar. Apesar de já ter quase 10 anos como profissional, o craque do PSG e da Seleção Brasileira sentiu o baque dos acontecimentos. Está triste, cabisbaixo, mas precisa – e vai – sair dessa. Durante os últimos dias, acompanhamos o noticiário nacional e ficamos cientes da acusação de estupro pela qual o ex-santista agora responde. Difícil se posicionar, e eu que não sou louco para fazer isso. O que mais me preocupa em todo esse cenário é a maneira com a qual ele vai reagir. Aparentemente, tem sido maduro. Mas nunca se sabe o que se passa nos “bastidores”. Fato é que, sem Neymar, a Seleção Brasileira não tem muitas perspectivas. Aliás, não tinha mesmo estando com ele. Gostem os haters ou não, Neymar é craque, faz a diferença e poderia decidir qualquer jogo pra equipe ao longo da Copa América. Sem ele, vai ficar mais complicado. No mais, nos resta torcer para que tudo se resolva da melhor forma possível. Se errou, que pague. Se está sendo vítima nesta história toda, que seja reconhecido, e a responsável pela denúncia, punida. Quem mais perdeu com tudo isso foi o escrete canarinho, que agora sofrerá sem sua referência.

Outro momento

A Série D do Campeonato Brasileiro se transforma, verdadeiramente, em uma outra competição da segunda fase em diante. Os times que nos grupos fazem campanhas excepcionais podem cair a qualquer momento. É o empolgante mata-mata. Todo cuidado é pouco.

Vale-tudo

Em sistema de matar ou morrer, vale de tudo dentro de campo. Catimba, entradas fortes… É bom estar preparando para este tipo de torneio. No final, nem sempre cai o mais fraco tecnicamente. Entrega e disposição são primordiais para chegar até o objetivo.

Mercado difícil

O América precisou ir às compras nas últimas semanas e encontrou muitas dificuldades. A equipe rubra chegou a ficar “apalavrada” com dois atletas, mas não conseguiu fechar com nenhum. Eram dois atacantes, e os motivos foram distintos.

Demora

O primeiro a ser tentado foi o atacante Alvinho, revelado pelo ABC. Destaque no Paulistão A2 deste ano, ele acertou tudo com o clube, mas a demora do seu empresário em dar o veredito final acabou chateando o América, que desistiu.

Falha médica

O outro foi Tcharlles. Atacante de 25 anos que chegou até a ser “tietado” pelo técnico Moacir Júnior no início da semana. O problema dele, no entanto, foi clínico: acabou reprovado nos exames médicos. Precisaria de 25 dias para estar apto a jogar.

Planejamento é outro

Passadas sete rodadas da fase de grupos da Série C, vejo que o objetivo do ABC agora é outro. Diante da péssima campanha inicial, o time agora precisa mais é cuidar em não ser rebaixado. Acesso virou sonho distante. A própria comissão já trabalha neste sentido.

Montante

Na edição passada deste semanal, uma matéria foi publicada informando do acordo de R$ 10 milhões em dívidas trabalhistas que o ABC havia fechado junto ao Tribunal Regional do Trabalho. Só que ainda tem outros milhões a serem resolvidos…

Montante 2

Teve até ex-jogador indo às redes sociais “reclamar” que não estava no pacote dos R$ 10 milhões firmado há duas semanas. Depois disso, estourou na impresa o que ainda falta ser acordado: cerca de R$ 8 milhões. É dinheiro a rodo!

E quem são?

São vários os atletas que ainda não fizeram acordo com o clube. Pode-se listar alguns: Flavio Boaventura, Camilo, Andrey, Guto e até Washington, aquele mesmo que esteve por aqui no início desta década ganhando R$ 50 mil mensais.

Sem mudanças

O Santa Cruz de Natal que disputou a Série D deste ano em nada difere ao que jogou o Campeonato Potiguar e quase foi rebaixado. Time apático, até com algumas peças melhores, mas sem vibração. Não venceu sequer um jogo dentro de casa.

Erro

Acredito que o maior problema tenha sido a continuidade do técnico Fernando Tonet. Ele trabalhou com dois grupos diferentes neste ano no Santa e não conseguiu dar padrão em nenhum. É um bom profissional, mas que não vingou este ano com a camisa do Santa.

Publicidade
Publicidade