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Ação é dura, mas benéfica para o futebol, afirma Fifa

Entidades que tiveram dirigentes ou ex-cartolas presos a pedido das autoridades dos EUA disseram que ajudarão na investigação. Afirmaram também serem contrárias à corrupção.

As posições foram dadas por Fifa (federação internacional), CBF (confederação brasileira), Conmebol (América do Sul) e Concacaf (América do Norte e Central), por meio de notas oficiais.

A Fifa declarou estar satisfeita em ver “que a investigação está sendo energicamente feita para o bem do futebol”. E diz acreditar que ela “irá ajudar a reforçar as medidas” que o órgão já adota.

BLATTER

O presidente da entidade, Joseph Blatter, afirmou ser favorável às ações tomadas contra a corrupção.

Ele disputa na sexta-feira (29) eleição que pode dar-lhe o quinto mandato.

O dirigente citou que a própria Fifa fez parte do processo de investigação que permitiu as prisões ao ter apresentado um relatório à Justiça suíça, no ano passado, sobre supostas irregularidades cometidas por dirigentes.

“Esses são tempos difíceis para o futebol, os torcedores e a Fifa como entidade. Entendemos o desapontamento que muitos estão expressando e sei que os eventos de hoje [quarta] irão impactar a forma com muitas pessoas nos veem. Vamos continuar trabalhando energicamente com as autoridades competentes a fim de erradicar qualquer má conduta”, escreveu.

Por meio de nota, a CBF declarou que apoia “qualquer investigação.” Na ação desta quarta (27), foi preso seu ex-presidente José Maria Marin.

A entidade brasileira disse ainda que “a entidade aguardará, de forma responsável, sua conclusão, sem qualquer julgamento que previamente condene ou inocente”.

“A nova gestão da CBF, iniciada no dia 16 de abril de 2015, reafirma seu compromisso com a verdade e a transparência”, disse.

AMÉRICA DO SUL

Já a Conmebol se comprometeu a “colaborar aberta e enfaticamente com ditas investigações.” O órgão ainda prometeu “velar, pela vigência da verdade, a ética e a transparência das atividades da Fifa, Conmebol e associações integrantes”.

A Concacaf, cujo presidente Jeffrey Webb foi preso, afirmou “não ser capaz de comentar neste momento alegações específicas”.

Assim como as demais entidades, prometeu cooperar no máximo de sua capacidade com as investigações.

DIRIGENTES

A Folha procurou nesta quarta-feira (27) o advogado de José Maria Marin (que atualmente é l dirigente da Fifa), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Gorka Villar, seu advogado, defenderá também os dirigentes da Conmebol.

Acusado formalmente no caso de corrupção, o ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner disse ser inocente.

Ele se entregou às autoridades de Trinidad e Tobago. Afirmou que nem foi questionado sobre o processo de corrupção no futebol.

Eugenio Figueiredo, vice-presidente da Fifa e ex-presidente da federação uruguaia, afirmou em entrevista ano passado ao jornal El Pais que estava com a “consciência tranquila e as mãos bem limpas” com o futebol.

Da Folha

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