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Repasse
UnP doa mais de 10 mil livros para projeto “Novos Rumos” em presídios
Projeto ajuda na ressocialização dos apenados, pelo qual os presos podem redimir em quatro dias de pena a cada obra lida
José Aldenir / Agora Imagem
Universidade Potiguar, unidade da Roberto Freire

A Universidade Potiguar, por meio de Escola do Direito, realiza a doação de 10 mil livros para OAB no dia 11 de agosto, a partir das 11h, na Unidade Roberto Freire. As obras farão parte dos acervos de bibliotecas em presídios do Estado. A iniciativa “Liberdade pela Leitura” faz parte do Projeto “Novo Rumo”, que são um conjunto de ações desenvolvidas pelo órgão.

A doação cria a oportunidade de expansão do projeto proposto pela OAB, que visa ajudar no cumprimento da Lei Estadual nº 10.182, que entrou em vigor em fevereiro deste ano. Com os auxílios de parcerias como essa, a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) implantou a primeira biblioteca na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP).

As obras ofertadas pela Instituição, servirá para suprir até quatro novas bibliotecas no sistema penal do RN. É o que prevê o Presidente da Comissão de Advogados Criminalistas da OAB, Gabriel Bulhões, que está à frente do projeto de implantação dos locais de leitura. “Pela quantidade de livros, faremos algo muito grande. O acervo servirá para terminar de lotar a biblioteca do PEP e vamos montar uma grande biblioteca em Alcaçuz, que servirá para todos os pavilhões”, avalia.

A UnP se torna parceira do projeto que ajuda na ressocialização dos apenados, pelo qual os presos podem redimir em quatro dias de pena a cada obra lida. A comprovação do aprendizado é feita mediante a entrega de uma resenha ou resumo a respeito do que foi lido pelo detento. Por ano, o apenado pode ter a redução de até 48 dias.

O Diretor da Escola de Direito, Fernando Cabral destaca a importância da ação e avalia os efeitos positivos que serão proporcionados para a população. “Estamos muitos felizes! Não há dúvidas de que essa doação será uma grande contribuição, em especial na busca da humanização dos processos de ressocialização de apenados. Já está claro para toda a sociedade que o Estado não consegue sozinho suprir as necessidades da ressocialização. Todos devem participar da maneira que lhe for possível. E essa é uma das formas que a Universidade Potiguar, por sua Escola do Direito, resolveu adotar como sua colaboração”, destaca.