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Polêmica
Secretária de Educação de Natal critica deputada que pediu para filmar professores
Deputada estadual eleita pelo PSL de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo, pediu para que alunos filmassem professores e denunciassem condutas consideradas como “ideológicas”
Elpídio Júnior / CMN
Justina Iva, titular da Secretaria Municipal de Educação

A Secretária Educação de Natal, Justina Iva, criticou a atitude da deputada estadual eleita pelo PSL de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo, que pediu para que alunos filmassem os professores em sala de aula e denunciassem condutas consideradas – na visão da futura parlamentar – como “ideológicas”.

Na publicação feita na página pessoal do Facebook, a deputada eleita argumenta que “professores e doutrinadores estarão inconformados e revoltados” com a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência. “Muitos deles não conterão sua ira e farão da sala de aula um auditório cativo para suas queixas político partidárias”, escreveu Ana Caroline.

A parlamentar eleita pediu para que os vídeos fossem enviados para o número de telefone celular dela, com o nome do docente, da escola e da cidade. “Apenas quem não conhece a história, não viveu a ditadura militar ou teve péssimos professores de história faz uma proposta desse gênero. Isso não é democracia”, afirma Justina Iva.

Após a publicação nas redes sociais gerar enorme repercussão, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) resolveu apurar a conduta da deputada eleita. Ana Caroline é professora de história e tem 27 anos.  A investigação apura uma possível violação ao direito à educação dos estudantes catarinenses para adoção das medidas cabíveis.

“O que defendemos é a democracia. Isso contempla liberdade de expressão, liberdade opção política, liberdade de opção sexual. É uma pessoa tão jovem com uma mentalidade tão atrasada, conservada e reacionária”, critica Justina Iva.

As críticas à postagem de deputada do PSL também partiram do ministro da Educação, Rossieli Soares, que a filmagem das aulas não é o caminho adequado para problemas dentro da escola. “Há canais na diretoria, nas secretarias municipal e estadual para denúncias”, analisou ele.

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