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Vitória
CEI Mais, de Mirassol, comemora a aprovação de dezenas de alunos na UFRN
Resultado levou alunos e professores a fazerem a festa de entrada na UFRN direto do ensino médio, mesmo antes de saber a quantidade de aprovados em universidades federais de outros Estados
Assessoria de Imprensa
Aprovado em medicina na UFRN, Yago Fernandes Santa Rita vai direto do ensino médio para a faculdade.

Com a expectativa de superar a meta do ano passado, que foi de 56% de aprovados por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), via Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), professores e alunos do Centro de Educação Integrada (CEI) Mais, de Mirassol, tiveram muito o que comemorar com a divulgação, nesta segunda-feira, 28, do resultado dos aprovados para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de outras instituições.

A diretora pedagógica Cei Mais, Corina Amorim, destacou que a expectativa é superar sempre a meta do ano anterior, mas deixou claro que as conquistas são originárias de uma parceria que envolve alunos, professores e as famílias. “Apesar de não termos o percentual oficial de aprovados, já sabemos que o resultado deste ano supera o do ano passado”, disse Corina Amorim.

A coordenadora pedagógica do CEI Mais, Ana Cristina Dias, explicou que ano passado 56% dos alunos foram diretos do ensino médio para uma universidade federal. “A tendência é de crescimento no número de aprovados e a turma deste ano é uníssona, integrada e feliz. Trabalhamos firmes na orientação profissional para este Sisu e aprovamos alunos em medicina, direito, engenharia civil, engenharia têxtil, engenharia de produção, farmácia, jornalismo, odontologia, tecnologia da informação, ciência e tecnologia – tanto na UFRN, quanto em outras universidades federais”, detalhou.

Do ponto de vista pedagógico, Ana Cristina Dias frisou que uma das estratégias foi focar no estudo de sala de aula invertida. A inovação se deu no estabelecimento de metas, com horas de estudos por dia, resolução de questões, com planos individuais e presença de monitores, que são ex-alunos.

5 horas de estudo por dia e 300 questões por semana

Aprovado em medicina na UFRN, Yago Fernandes Santa Rita vai direto do ensino médio para a faculdade. No CEI Mais desde o 5º ano do ensino fundamental, ele conta que a opção pelo curso foi decidida no primeiro ano do ensino médio. Garoto estudioso, ele deixou claro que 2018 foi um ano de reclusão, que focou em seu objetivo e muitas vezes chegou a estudar cinco horas por dia e resolveu 500 questões por semana, mas mantinha 300 como média.

Neste último semestre, Yago abriu o jogo e disse que chegou a 8.150 questões. “Estava focado em resolver as questões, treinar redação e assistir às vídeo-aulas. A equipe do CEI ajudou muito em todas as áreas. Fiz todos os Enem’s para, desde cedo, cronometrar cada questão, mas confesso que quando se aproximou mais das provas já estava um pouco cansado e minha média de questões, por semana, caiu para 300 e depois baixou para 250. O importante é que valeu a pena e agora vou estudar medicina”, disse Yago, que ficou em 16º lugar na UFRN.

Sem esconder a felicidade, Ainoa Ingunza, que ficou em 1º lugar em letras inglês na UFRN, disse que seu método de estudo é diferente do seu amigo de medicina. “No meu curso eram apenas 14 vagas e estudei bastante”, relembrou Ainoa, que sonha em trabalhar como tradutora. Ela, que tem dupla nacionalidade por seus serem espanhóis, também já fala inglês, mas já adiantou que não vai parar por aí e vai aprender outros idiomas. “Sou fascinada pela linguagem e também amo história. Estou muito feliz por ter passado e o trabalho dos professores foi muito importante”, ressaltou.

Já Lucas Agnez Lima, aprovado em 3º lugar em tecnologia da informação na UFRN, admitiu que focou mais na redação por ser seu ponto mais fraco. Ele explicou que sua nota no Enem, na redação, subiu de 560 para 840 pontos. “Sem dúvida, este resultado fez a diferença. Nas outras disciplinas eu estava bem. Sempre estudei todos os dias sem deixar acumular assunto, mas o principal é prestar atenção nas aulas”, observou Lucas.

Quem também se deu bem foi Gustavo Henrique Carvalho Pimentel, que passou em 3º lugar no curso de engenharia civil da UFRN. Gustavo estudou muito mais este ano porque nos anteriores não estava no ponto em que queria. “Confesso que não fui muito bem nos dois primeiros anos do Enem, mas este ano estudei muito mais, me dediquei e deu resultados. Eu cumpri todas as orientações da escola sobre como estudar em casa, em grupos. Tudo se encaixou”, comentou Gustavo.

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