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Balanço
Valor da cesta básica cai durante o mês de setembro em Natal, aponta Dieese
Trabalhador natalense que ganha salário-mínimo precisou cumprir jornada de trabalho de 77 horas e 43 minutos, em setembro último, para comprar a cesta
Reprodução / Internet
Nos dias de hoje, uma pessoa desembolsa R$ 352,57 por uma cesta básica em Natal

Em setembro, o preço médio da cesta de alimentos em Natal ficou em R$ 352,57, uma redução de menos 0,53% em relação ao valor de agosto, segundo a pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Foi o terceiro menor preço registrado entre as 17 capitais acompanhadas. Em 12 meses, a variação acumulada foi de 6,74%. Nos nove primeiros meses de 2019, ficou em 3,27%.

Seis produtos tiveram redução de preço entre agosto e setembro: tomate (-5,36%), açúcar (-4,84%), café em pó (-3,28%), feijão carioquinha (-2,94%), carne bovina de primeira (-0,61%) e farinha de mandioca (-0,24%).

O pão francês não apresentou variação de preço. Outros cinco produtos tiveram o preço médio majorado: óleo de soja (5,50%), Em 12 meses, os nove itens com alta acumulada foram: feijão carioquinha (41,05%), tomate (34,18%), banana (15,63%), óleo de soja (8,04%), arroz agulhinha (7,23%), açúcar (6,79%), manteiga (5,48%), pão francês (4,28%) e carne bovina de primeira (2,51%).

As taxas acumuladas foram negativas para: a farinha de mandioca (-17,07%), leite integral longa vida (-12,33%) e café em pó (-9,85%).

O trabalhador natalense que ganha salário-mínimo precisou cumprir jornada de trabalho de 77 horas e 43 minutos, em setembro último, para comprar a cesta. Em agosto, o tempo necessário foi de 78 horas e 44 minutos.

Já em setembro de 2018, a jornada média era de 76 horas e 10 minutos. Em setembro de 2019, o custo da cesta em Natal comprometeu 38,40% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários), percentual menor que o de agosto (38,60%). Em setembro de 2018, equivalia a 37,63%.

Entre agosto e setembro deste ano, o custo do conjunto de alimentos essenciais no Brasil seguiu em queda e foi menor em 16 cidades, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em 17 capitais.

As diminuições mais expressivas ocorreram em Fortaleza (-4,63%), Curitiba (-3,73%) e Brasília (-3,10%). A única alta foi registrada em Recife (1,53%). A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 473,85).

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