Avaliação
Sindipostos faz balanço do ano no RN e espera reaquecimento de vendas
Na avaliação dele, foi um ano com avanços consideráveis, sobretudo nas relações da revenda com o público consumidor e com os órgãos de licenciamento ambiental
Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Derivados de Petróleo (Sindipostos RN), Antonio Sales, fez nesta quarta-feira, 5, um balanço sobre o mercado de combustíveis no estado ao longo de 2018. Na avaliação dele, foi um ano com avanços consideráveis, sobretudo nas relações da revenda com o público consumidor e com os órgãos de licenciamento ambiental.

“Podemos dizer que este foi o grande avanço do ano. Conseguimos ser mais assertivos na forma como nos comunicamos com o nosso cliente e, sobretudo, com os órgãos fiscalizadores. Conseguimos criar um relacionamento de confiança, respeito e entendimento. Um contexto que acaba sendo positivo para todo mundo”, contou.

Do ponto de vista de mercado, o setor de revenda não tem muito a comemorar. “Estamos fechando os números ainda, mas pelo que sentimos, de uma maneira geral, as vendas no nosso setor devem registrar uma queda significativa”, explicou.

Além disso, segundo ele, outro grande problema enfrentado pelo segmento foi a queda das margens de lucro da revenda ao longo do ano. Sales explicou que, em virtude da grande oscilação dos preços – ao sabor do mercado internacional – e da alta concentração das etapas de refino e distribuição nas mãos de poucas empresas, houve uma pressão muito grande sobre a revenda que, para evitar perder ainda mais, teve que readequar as suas margens, reduzindo-as drasticamente.

Antonio Sales fez questão, no entanto, de ressaltar os pontos positivos do ano. O primeiro, segundo ele, é exatamente o fato de o consumidor começou a entender que os postos são tão vítimas quanto eles quando há um descompasso nos preços dos combustíveis.

“Antes, o consumidor nos via como vilões. Agora conseguimos mostrar que não nos interessa, em hipótese alguma, praticar preços abusivos ou mesmo adotar posturas que possam ir de encontro à nossa competitividade. Nosso produto é o combustível. Precisamos fazer nossa parte para torná-lo atraente. E temos feito, talvez até mais do que poderíamos”, concluiu.