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Pedido
Presidente da Fiern faz apelo contra desinvestimentos da Petrobras no RN
Dirigente mostrou preocupação diante da possibilidade aventada pela imprensa neste fim de semana de encerramento das atividades do escritório da Petrobras no RN
José Aldenir / Agora RN
Amaro Sales é o líder da indústria no RN

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales, pediu nesta segunda-feira, 30, a união de todos contra um possível e maciço plano de desinvestimento da Petrobras no Estado.

Em nota, divulgada nesta segunda-feira, 30, o dirigente mostrou preocupação diante da possibilidade aventada pela imprensa neste fim de semana de encerramento das atividades do escritório da Petrobras no RN, sinalizando para um desmonte progressivo das atividades da empresa nos próximos anos.

“As entidades que representam trabalhadores e empregadores, as representações do estado na Câmara dos Deputados, no Senado, na Assembleia Legislativa e Câmaras Municipais, todos sob a liderança da governadora Fátima Bezerra, precisam deixar claro que isso é inaceitável, lutando pelo recuo de tamanha agressão à economia potiguar”, afirmou.

Amaro evocou a relevância da Petrobras para a economia potiguar ao lembrar os 162,8 milhões de barris em reservas totais de petróleo em terra e pelo fato do RN ser “líder histórico” em número de poços produtores, sendo atualmente mais de 3.580 distribuídos em 15 municípios. “São mais de 90 municípios que juntos recebem aproximados R$ 250 milhões”, afirmou.

Para ilustrar a relevância da companhia no que se refere ao PIB e à massa salarial do estado, Amaro dia que só no ano passado, por exemplo, os royalties da Petrobras representaram 28% da massa salarial da indústria extrativa e de transformação do estado, alguma coisa em torno de R$ 433 milhões.

Em 2016, ainda segundo ele, esse valor era, ao adicionar o refino, R$ 642 milhões (38%). “Quanto ao PIB (2016), esta atividade se mostra de altíssima relevância ao representar 45,7% do PIB das indústrias de extração e transformação do RN, equivalendo a R$ 7,7 bilhões”, acrescentou.

 Lembrou que a Petrobras, no Rio Grande do Norte, é ainda responsável por uma cadeia direta de empregos que se aproximam dos 10 mil formais nas áreas de Extração de Petróleo e Gás Natural; Atividades de Apoio à Extração de Petróleo e Gás Natural; Fabricação de Produtos do Refino de Petróleo; Fabricação de Outros Produtos Derivados do Petróleo; Peças e Acessórios; Manutenção e Reparação de Máquinas e Equipamentos para a Prospecção e Extração de Petróleo dentre outras.

Segundo ele, o atual processo de desinvestimento da Petrobras no RN já significou uma redução de 6% da participação no PIB estadual, equivalendo a um recuo de R$ 931 milhões entre os anos de 2012-2018.

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