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Orçamento
Petrobras planeja cortar US$ 8,1 bilhões em custos operacionais até 2023
Empresa disse que pretende atingir essa economia com custos principalmente com reduções nas despesas com funcionários
Fernando Frazão / Agência Brasil

A Petrobras anunciou a intenção de cortar US$ 8,1 bilhões de seus custos operacionais no período de 2019 a 2023, segundo comunicado divulgado na noite de sexta-feira, 8.

A empresa disse que pretende atingir essa economia com custos principalmente com reduções nas despesas com funcionários —a companhia lançará, em breve, um plano de demissão voluntária –e com menores gastos em propaganda e escritórios.

A companhia disse que os cortes propostos nos custos operacionais reduzirão essa alocação em seu plano de negócios de 2019-2023, que originalmente estimou esses custos em US$ 122,6 bilhões para os cinco anos.

Desinvestimentos

A Petrobras também informou que planeja vender alguns campos maduros de petróleo no Brasil, uma pequena adição ao seu programa de desinvestimento.

Na sexta-feira (8), a Petrobras informou que finalizou a venda de 100% de sua participação societária em distribuidoras de combustíveis no Paraguai para o Grupo Copetrol, com o recebimento de US$ 331,5 milhões.

Segundo a empresa informou em nota para o mercado financeiro, o valor soma-se a US$ 49,3 milhões que já haviam sido pagos na data de assinatura do contrato, resultando em um total de US$ 380,8 milhões.

A transação foi fechada com a Paraguay Energy, subsidiária do Grupo Copetrol, e prevê também o licenciamento da marca Petrobras pela empresa Nextar (sucessora da Petrobras Paraguay Operaciones y Logística SRL) com exclusividade nas estações de serviço paraguaias por período inicial de cinco anos.

A estatal anunciou ainda que assinou contrato para a venda da operação e de toda a sua participação no campo de Maromba, nas águas rasas da Bacia de Campos. A empresa de serviços BW Offshore comprou a fatia de 70% do campo por US$ 90 milhões.

A venda de ativos em águas rasas faz parte da atual estratégia da Petrobras de focar seus esforços e investimentos na exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.

Após os anúncios das negociações, a agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou a nota de crédito “stand-alone” da Petrobras em dois níveis, de “BB-” para “BB+”, enquanto manteve o nível de risco da dívida corporativa da companhia em “BB-“, com perspectiva estável.

Em 2018, após quatro anos de prejuízo, a Petrobras lucrou R$ 25,8 bilhões. Foi o primeiro resultado positivo desde 2013, antes da descoberta de esquema do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

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