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Alerta
Para presidente da Abav, “falta mais união” ao turismo no Rio Grande do Norte
Para Abdon Gosson, classe política, administração pública e iniciativa privada precisam fechar uma agenda clara para o setor
Divulgação / Assessoria
Otimista em relação a uma recuperação da economia, Gosson não vê outra saída para o RN a não ser a união imediata dos parlamentares da bancada potiguar em torno da bandeira do turismo

Com um aeroporto de padrão internacional, uma hotelaria situada entre as melhores do Brasil e uma localização geográfica privilegiada pela proximidade da Europa, a falta de uma oferta maior de voos para o Rio Grande do Norte só pode ser explicada pela falta de uma articulação maior da classe política do estado.

É o que pensa o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem no RN (Abav), Abdon Gosson, em entrevista ao Jornal Agora, na 97,9 FM. Otimista em relação a uma recuperação da economia, Gosson não vê outra saída para o RN a não ser a união imediata dos parlamentares da bancada potiguar em torno da bandeira do turismo do RN onde os diferenciais competitivos oferecidos pela natureza se somam a equipamentos que podem ajudar a promoção do destino.

“Temos de longe a melhor hotelaria e podemos nos transformar na capital da gastronomia. Basta que todos – Estado, municípios, classe política e iniciativa privada – desmontem seus palanques e criem uma agenda focada no turismo”, afirmou Gosson.

Ele criticou a demora da gestão da à época governadora Rosalba Ciarlini de baixar as alíquotas do ICMS sobre querosene de aviação (QAV). O incentivo, iniciado ainda na administração da governadora Wilma de Faria e retomado na gestão Robinson Faria, pretendia estimular empresas a aumentarem suas escalas no RN para reabastecer as aeronaves.

Atualmente, essa isenção tem sido examinada no governo Fátima Bezerra, que não viu consequências positivas nessa renúncia fiscal do ponto de vista de atração de novos voos.

“Até São Paulo, que é o portão de entrada do país e relutou por muito anos em conceder a isenção, rendeu-se ao movimento iniciado lá atrás pelo governo Robinson e, junto com outros estados, baixou sua alíquota sobre o QAV para 12%”, lembrou o presidente da Abav.

Então, por que outros estados do Nordeste, como Fortaleza e Recife, conseguiram atrair mais voos, enquanto o RN não? Gosson diz que já se fez essa pergunta muitas vezes. Depois que essas capitais atraíram as bases operacionais das principais companhias do mundo, o comportamento focado de suas bancadas parlamentares, somadas à união de esforços de administrações públicas e lideranças empresariais, fizeram toda a diferença.

Agora, com uma grade reduzida de voos no RN, o presidente da Abav vê problemas caso a governara Fátima Bezerra, por conta da situação fiscal, resolva subir a atual alíquota do QAV. “Logicamente, corremos de perder ainda mais os poucos voos que já temos”, alertou.

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