Oscilação
Juros curtos caem com melhora do cenário de inflação e longos têm leve alta
Taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a 7,12%
Divulgação
Taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,443% para 9,47%

Os juros futuros de curto e médio prazos fecharam a sessão regular desta sexta-feira, 9, em queda e os longos, em leve alta A inclinação moderada da curva foi determinada pelo otimismo com o cenário de inflação e Selic, principalmente após as revisões de estimativas anunciadas nesta sexta pelo Itaú Unibanco e pela manutenção do desconforto com as sinalizações do novo governo.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a 7,12%, de 7,173% na quinta no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,223% para 8,16%. A taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,443% para 9,47% e a do DI para janeiro de 2025, de 10,022% para 10,07%.

O Itaú divulgou nesta sexta uma série de revisões mais otimistas para as principais variáveis macroeconômicas, com destaque para a Selic ao fim de 2019, que passou de 8,00% para 6,50%. Ou seja, o banco agora não espera mais ciclo de aperto da taxa no ano que vem. A previsão para o IPCA caiu de 4,50% para 4,20% em 2018 e de 4,30% para 4,20% em 2019.

Profissionais da área de renda fixa afirmam que as mudanças estimularam o fluxo doador na ponta curta, considerando ainda que outros fatores vão ajudar a inflação a cair, como o recuo do dólar, a redução nos preços da gasolina nas refinarias, que agora estão no piso desde abril, e a entrada em vigor da bandeira amarela nas tarifas de energia em novembro.

Nos longos, permanece o receio sobre a implantação das reformas no novo governo, que cresceu após a aprovação do reajuste de 16,38% para os salários do Judiciário pelo Senado quarta-feira, e mesmo se serão capazes de ajudar a conter a deterioração fiscal.

Para a Previdência, dois projetos já estariam prontos, mas que não incluem a mudança da idade mínima, dispensando a necessidade de aprovação de uma emenda à Constituição (PEC). Porém, sem a mudança da idade, a economia prevista não teria grandes avanços para reduzir as diferenças na previdência dos servidores públicos e da iniciativa privada.