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Cenário preocupante
Jean Paul Prates acredita que RN deverá perder refinaria Clara Camarão
Representante do setor energético diz que unidade poderá deixar de ser refinaria por circunstâncias político-econômicas
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Presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean Paul Prates acredita que o estado potiguar corre o risco de perder a Refinaria Clara Camarão

Presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean Paul Prates acredita que o estado potiguar corre o risco de perder a Refinaria Clara Camarão. Embora tenha recebido – recentemente – autorização para passar a processar 45 mil barris por dia de petróleo por parte da a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a operação poderá passar por mudanças expressivas.

“Ontem me chegou a confirmação do que até pouco tempo eu considerava apenas um boato, mas que parece encontrar confirmação nos corredores internos da Petrobras: diante das circunstâncias político-econômicas atuais – em especial a partir do advento do governo interino de Michel Temer e aliados de ocasião – está sendo preparada a pleno vapor a devolução da unidade de refino norte-riograndense para da Diretoria de Exploração & Produção. A medida vinha sendo internamente planejada e discutida, com alto grau de discordâncias, mas ganhou força neste momento por razões certamente distantes da mera austeridade financeira”, afirma Jean Paul.

Ele afirma que o que pode parecer apenas uma decisão interna sem maiores consequências, não é. “Esta decisão significa, em poucas palavras, que a Refinaria Potiguar Clara Camarão, do alto de suas sucessivas conquistas de aumento de capacidade, aprimoramentos técnicos, investimentos em expansão e gestão técnica e comercial especializada, deixará de ser considerada uma REFINARIA. Portanto, ficará totalmente excluída do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural (anteriormente denominada Refino e Abastecimento)”, aponta.

E completou: “Isso é decretar a morte da nossa refinaria, assim como se decretou recentemente a suspensão das atividades de perfuração terrestre em todo o País e o fechamento da planta de biodiesel de Guamaré – sem que houvesse maior reação por parte dos líderes políticos e empresariais do nosso Estado. Como cidadão e como líder empresarial do setor energético, em nome dos dois sindicatos empresariais dos quais participo, permito-me sugerir ao Governador do Estado e a seu secretariado que convoquem a bancada de parlamentares do Estado e encaminhem imediatamente à Presidência e à Diretoria da Petrobras pedido formal de esclarecimentos sobre os reais planos de investimento e estrutura de gestão da empresa no Rio Grande do Norte, em especial quanto à Refinaria Potiguar Clara Camarão.