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Indústria potiguar teve os menores índices do Nordeste entre 2002/14, diz IBGE
De acordo com o órgão, estado potiguar registrou retração de 2,8% na indústria extrativa (retira a matéria-prima da natureza para ser utilizada em outras áreas) e avanço de 0,3% na indústria de transformação
Refinaria Clara Camarão, em Guamaré-RN
Reprodução / Guaramé News
Refinaria Clara Camarão, em Guamaré-RN

O processo de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte no tocante ao setor da indústria foi o pior do Nordeste no período compreendido entre 2002 e 2014, segundo apontam dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) neste final de semana.

De acordo com os dados, o estado potiguar registrou retração de 2,8% na indústria extrativa (que retira a matéria-prima da natureza para ser utilizada em outras áreas) e avanço de 0,3% na indústria de transformação (que produzem alimentos, roupas e todos os produtos consumidos no dia-a-dia).

Em todo Nordeste, apenas três estados apresentaram retrações na indústria extrativa: o próprio Rio Grande do Norte, com os já citados 2,8%; o Ceará, com -2,0%; e Alagoas, com -1,2%. Em contrapartida, o Maranhão foi o que mais cresceu neste quesito, registrando avanço de 13,7%, sendo acompanhado por Paraíba, com 11,2%, e Piauí, com 9,7% (ver gráfico abaixo).

No caso da indústria de transformação, todos os estados nordestinos apresentaram crescimento entre os anos de 2002 e 2014. O RN, porém, foi o que menos registrou avanço, com 0,3%. Os outros dois que menos cresceram neste segmento foram Ceará, com 1,5%, e Alagoas, com 1,8%. Por outro lado, os estados do Piauí e da Paraíba foram os que mais registraram aumentos: 9,9% e 8,8% (ver gráfico abaixo).

Para Aldemir Freire, economista e analista socioeconômico do IBGE no RN, parte da explicação para os baixos índices apontados pelo órgão no Rio Grande do Norte está na crise vivida pela indústria local do petróleo, e outra parte está na entrada de importados têxteis. Vale lembrar que o estado vem passando por medidas ruins nestes dois quesitos, com exemplos recentes voltados para a refinaria Clara Camarão (receberá menos investimentos da Petrobras) e a Guararapes Confecções (diminuiu número de empregados), respectivamente.

Atividades de seguros foram as que mais cresceram no RN

Se por um lado a indústria registrou resultados frustrantes no Rio Grande do Norte, outros segmentos do desenvolvimento econômico apresentaram evoluções animadoras no estado potiguar. Ainda de acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados foi o que mais cresceu no RN, com aumento de 6,8%.

O segundo colocado da ‘lista benéfica’ potiguar, por sua vez, é o comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas, que registrou crescimento de 6,1%. Em terceiro aparecem as atividades imobiliárias e o setor de construções, que registraram, cada um, alta de 4,8%, enquanto que o setor de transporte, armazenagem e Correios fecha a lista com crescimento de 4,6%.

De modo geral, o Rio Grande do Norte apresentou crescimento de 2,7% nas áreas do desenvolvimento econômico. (ver gráfico abaixo).