Movimento
Fim da Copa e chuva aquecem as vendas no Centro de Turismo de Natal
Segundo os comerciantes, o movimento de turistas no estabelecimento voltado para o artesanato local e regional começou a melhorar nesse período do ano, aumentando as expectativas no comércio
José Aldenir/Agora Imagens
Centro de artesanato reúne 40 lojas especializadas em produtos regionais

Coincidência ou não, comerciantes que trabalham no Centro de Turismo de Natal, em Petrópolis, são céticos ao afirmar que a saída do Brasil da Copa da Rússia provocou aquecimento nas vendas nos últimos dias. Outro fator determinante para eles, acredite, seria o período chuvoso na capital potiguar. Diante disso, turistas estariam deixando a praia de lado para fazer compras nos estabelecimentos de artesanato.

No vaivém de turistas e moradores locais, a auxiliar de administração do Centro de Turismo, Joelma Alves, acredita que a tendência agora é melhorar cada vez mais. “Atualmente, acredito que estamos recebendo uma média diária de pelo menos dez ônibus de agências de turismo”, comemorou.

Na manhã desta quarta-feira, vários turistas visitavam, sorridentes e sem pressa, as 40 lojinhas. Atentos aos preços, a maioria os considerou razoáveis. Enquanto a paulista Cristina Barreto se presenteava com chapéu, short de algodão e saídas de banho, sua filha Carla Barreto aproveitava a ocasião para renovar o conjunto de jalecos usado no curso de veterinária. Cada unidade custa cerca de R$ 45. “O preço está ótimo. Tão bom que vou levar dois. Só terei que bordar meu nome”, disse.

Para a vendedora Nádia Gorete, os produtos de maior saída são souvenir e camisetas, por não ocuparem tanto espaço nas bagagens. As blusas de renda também são muito procuradas, embora a produção regional tenha perdido espaço para as importadas, principalmente da Índia e China. “Os clientes não querem muito volume. Procuram escolher bem para não levar tantas peças”.

Inaugurado em 13 de novembro de 1976, o Centro de Turismo sucedeu a antiga cadeia pública de Natal. Cada antiga cela se transformou em lojas de produtos do artesanato regional. Atualmente é administrado por uma associação reconhecida como de utilidade pública, com apoio e supervisão da Secretaria Estadual de Turismo.