sábado,
Safra boa
Exportações de frutas pelo Porto de Natal sobem quase 40% em comparação a 2016
Durante safra, que começou em setembro e encerrou no começo deste mês, foram movimentadas 6.500 toneladas de frutas, apontando crescimento de 39,6%
José Aldenir/ Agora Imagens
Porto de Natal

A exportação de frutas pelo porto de Natal durante a safra, que começou em setembro e encerrou no começo deste mês, cresceu 39,6% na comparação com a safra de 2016.

Foram movimentados 6.500 toneladas, principalmente de melão, o que deu trabalho seguro a 300 trabalhadores ligados aos três sindicatos que operam no terminal – estivadores, conferentes arrumadores/portuários.

É o resultado de problemas hídricos no Ceará que devolveram ao Rio Grande do Norte a condição de maior produtor de frutas do Nordeste.

“Espero que na safra deste ano tenhamos um desempenho tão bom quanto do ano passado”, disse ao Agora RN o presidente do Sindicato dos Estivadores, Lenilton Caldas.

Esse cenário que vem se desenhando desde 2015 fez com que o Porto de Natal superasse este ano o de Pecém, no Ceará, na exportação de frutas, com reflexo direto sobre a balança comercial do Estado.

Pelo terminal potiguar foram exportados 236,6 milhões de dólares em frutas, enquanto o porto cearense movimentou R$ 132,8 milhões de dólares.

Reflexo na balança

De acordo com dados do Ministério da Indústria, do Comércio Exterior e Serviços foram exportados por aqui US$ 304,5 milhões ao longo do ano, contra US$ 177 milhões em importações (saldo de US$ 127,4 milhões), somando, ao todo, US$ 411,5 milhões. E o grande fator que puxou a balança para cima foi a exportação de frutas secas.

O melão exportado pelo Estado faturou sozinho US$ 108 milhões (35% das exportações); foram 163 mil toneladas em 2017 (um crescimento de 43% em comparação a 2016). Com isso, o Rio Grande do Norte foi responsável por 66% das exportações do melão do País, seguido pelo Ceará.

Os principais fregueses do Estado são a Holanda, Espanha e Reino Unidos, seguidos por Argentina, Canadá e Emirados Árabes. Em segundo lugar entre os produtos exportados, ficou a melancia fresca, arrecadando US$ 23 milhões.