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Em cinco anos, setor eólico movimentou mais de R$ 10 bilhões no RN
Até 2019, estima-se que as atividades no setor eólico sejam responsáveis pela geração de 35 mil novos empregos

O Rio Grande do Norte inicia o ano de 2016 com progressos no setor eólico. Segundo dados do departamento de pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o RN segue na liderança nacional, com 181 parques eólicos, sendo 87 em operação, 29 em construção e 65 contratados. Os números positivos refletem os avanços que o setor tem alcançado nos últimos anos e que situam o Estado como um dos mais promissores em produção eólica do Brasil.

Em dez anos, os investimentos em geração eólica impulsionaram o Rio Grande do Norte a sair da condição de importador para tornar-se exportador de energia. Somente nos últimos cinco anos, o setor movimentou entre R$ 3 bi e R$ 4 bilhões em compras diretas e receita local para a instalação de novos parques. Considerando-se o total de investimentos diretos com equipamentos, materiais, serviços e mão de obra durante o período, o valor ultrapassa os R$ 10 bilhões.

Atualmente, o RN tem a maior capacidade instalada de energia gerada por parques eólicos e, por consequência, a maior quantidade de turbinas eólicas em atividade. Somando-se todos os empreendimentos já em funcionamento, são aproximadamente 2,4 GW de energia produzida. Esse montante coloca o estado como detentor da maior matriz eólica em operação no Brasil. Isso porque, de toda a energia produzida no RN, 33,93% vem de fontes eólicas. O maior percentual do país. Ao mesmo tempo, os 87 parques que já operam no Rio Grande do Norte possuem 1.257 turbinas eólicas. Esse total representa quase metade (42,94%) de todos os aerogeradores em operação comercial na região nordeste. As três empresas fabricantes lideres em número de turbinas no RN são a GE Wind com 371, a Vestas com 263, e a Alstom com 231 aerogeradores.

Graças aos ventos regulares que sopram em quase todo o território potiguar, os municípios que abriram as portas para a instalação de parques eólicos viram sua realidade se transformar drasticamente e passaram a ocupar posições mais altas do ranking estadual de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A atividade econômica gerada pela indústria eólica foi a que mais cresceu no Estado. A cidade de Parazinho, que detém a maior potência eólica instalada do Brasil, conta com 304 aerogeradores, em 21 usinas em funcionamento, com capacidade para gerar 604 MW de energia (capacidade instalada). Entre 2012 e 2014, o município pulou do 80º lugar para a 36ª colocação no ranking estadual de ICMS. E para o próximo período, a previsão é que a arrecadação seja ainda maior.

Igualmente, a cidade-pólo de João Câmara, na mesma região do Mato Grande, foi grandemente beneficiada com o surgimento da atividade eólica. Segundo dados do IBGE, a cidade obteve um crescimento de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2008 e 2012. Com cerca de 35 mil habitantes, João Câmara detém o maior acervo de aerogeradores instalados no Brasil. São 305 turbinas eólicas em 22 parques, com capacidade para gerar 576 MW de energia.

A nova realidade impulsionou a economia e o comércio do local e ampliou, na mesma proporção, os lucros dos proprietários rurais. As terras, que antes pouco produziam, foram arrendadas para construção dos empreendimentos.

Para o ano de 2016, os números devem ser ainda mais significativos: com a implantação de 29 novos empreendimentos atualmente em fase final de construção, é esperado um incremento de novos 788,90 MW de potência. Além disso, o RN conta com aproximadamente 1,65 MW de capacidade já contratada, ou seja, projetos que venceram os leilões de energia e que serão construídos dentro do período dos próximos 3 a 5 anos.

Os bons números também devem ser refletidos no mercado de trabalho. Até 2019, estima-se que as atividades no setor eólico sejam responsáveis pela geração de 35 mil novos empregos diretos e indiretos no Rio Grande do Norte.

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